sábado, 1 de outubro de 2016

PCP requer com urgência a audição do Ministro do Ambiente sobre as demol...

A Europa que não queremos

INTERVENÇÃO DE JOÃO PIMENTA LOPES NO PARLAMENTO EUROPEU

Sobre o relatório "Um pilar europeu dos direitos sociais"

Temos as maiores reservas quanto a esta iniciativa. O chamado Pilar Europeu dos Direitos Sociais, é apontado como uma resposta à crise económica e financeira e está ligado ao aprofundamento da União Económica e Monetária.
Fala-se da integração de mais indicadores sociais no Semestre Europeu, um instrumento profundamente anti-democrático, tal como as Recomendações Específicas por País, que estão no centro da governação económica da UE, mecanismo profundamente lesivo dos interesses nacionais e dos trabalhadores, um colete de forças que compromete a soberania dos Estados, impondo os interesses do grande capital e das grandes potências da UE.
No contexto de uma profunda crise da e na UE, onde se preparam fugas para a frente como resposta, este chamado Pilar Social assenta como uma luva na necessária maquilhagem social da UE e das suas políticas, procurando lavar a cara à governação económica e os seus instrumentos.
Nas suas mais variadas políticas, a UE sempre acenou com objectivos positivos, a coesão, o desenvolvimento económico e social, o combate às desigualdades, que a prática demonstra serem logros que esconderam e escondem objectivos concretos de centralização de poder e concentração económica.
Com este pilar não será diferente. Não é possível conciliar os interesses do projecto de integração capitalista que é a UE com direitos sociais e laborais. Ao contrário do que dizem alguns, não é possível salvar o capitalismo.
Abre-se o caminho para a harmonização laboral com um objectivo: reduzir ainda mais os padrões laborais.
Estão preocupados com o deficit social na UE?
Valorizem a contratação colectiva, em vez de atacá-la.
Valorizem os salários em vez de promoverem políticas de redução salarial.
(Críticas que foram feitas pela Comissão no último relatório por país a Portugal, nomeadamente a crítica ao aumento do salário mínimo de 505 para 530€ por mês)
Valorizem o papel dos sindicatos no lugar de os atacar.
Abstenham-se de interferir com os avanços das políticas laborais e sociais nos Estados-Membros, nomeadamente através de chantagens e sanções, como aquelas a que Portugal tem estado sujeito.
O ataque aos direitos sociais decorre da própria matriz de classe da UE e sabendo que esta não é reformável, ficará demonstrado que o pilar social não será mais que um logro que prosseguirá a ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, alimentando as políticas de empobrecimento e exploração.

Eleições regionais nos Açores

Um Projecto de Futuro para os AçoresPDFVersão para impressãoEnviar por E-mail
Segunda, 26 Setembro 2016 08:37
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Realizou-se, no passado fim-de-semana, em Ponta Delgada, o Encontro Regional da CDU que aprovou o Programa Eleitoral da CDU para as eleições regionais de 16 de Outubro, “Um Projecto de Futuro para os Açores”, no qual participou Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, bem como os primeiros candidatos da CDU pelas diversas ilhas da Região.
O Programa da CDU, para além de muitas dezenas de propostas para todas as áreas da vida da Região, apresenta doze medidas urgentes para repôr rendimentos, aliviar as dificuldades das famílias e relançar a criação de emprego, entre as quais se destacam o aumento do complemento regional ao salário mínimo, a redução dos preços da electricidade, a introdução de manuais escolares gratuitos, a eliminação das taxas moderadoras no Serviço Regional de Saúde e a modernização da fábrica da empresa pública açucareira Sinaga.
A CDU considera que a situação da Região demonstra a necessidade de uma governação assente num projeto de futuro, orientado para o médio e longo prazos, que procure dar resposta aos défices estruturais da nossa economia, aos grandes problemas de fundo que atingem a sociedade açoriana, que vá para lá dos ciclos eleitorais de quatro anos, que ponha a questão dos rendimentos das famílias, do desenvolvimento dos sectores produtivos, do emprego e da Coesão no centro da sua ação. Essa é a proposta da CDU.


Na sua intervenção, Jerónimo de Sousa afirmou que a CDU diferencia-se “porque tem um projecto, tem um programa que é um compromisso com os açorianos, “e não uma fotografia com um lema que hoje é dito e de que daqui  a um ano ou dois ninguém se lembrará”
“Os açorianos sabem que foi pela mão dos Deputados do PCP e também pela luta dos trabalhadores que se conquistaram direitos” e que se deu voz na Assembleia da República às aspirações das populações da Região, e afirmou que a CDU é “uma força com uma só cara e uma só palavra”. Também neste aspecto a CDU é diferente dos outros partidos que dizem uma coisa nos Açores e fazem outra coisa diferente na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, sublinhou Jerónimo de Sousa.
O Secretário-geral do PCP lembrou ainda que todos os votos vão contar para o reforço da CDU nas eleições de 16 de Outubro e alertou para as mistificações que sempre surgem, tentando passar a ideia de que se trata de eleger um Presidente do Governo Regional, tal como sucedeu nas últimas eleições de legislativas, em que se afirmava que “eram eleições para Primeiro-Ministro”. As eleições são para eleger Deputados e foi a arrumação de forças na Assembleia da República, e a iniciativa do PCP, que determinou a solução governativa.
Mais Deputados da CDU são a condição essencial “para tirar a maioria absoluta ao PS, para penalizar a sua governação na Região, para fazer valer os interesses dos trabalhadores e da Região”, afirmou Jerónimo de Sousa. Conhecemos por experiência própria que, quando existem maiorias absolutas, a razão e a justiça das propostas é esmagada pelo rolo compressor do número de Deputados. Por isso, sabemos que “enquanto essa maioria absoluta existir, os problemas não se resolvem. É por isso, camaradas e amigos, que pelo seu valor, pelo seu projecto a CDU e o PCP apresentam-se como força alternativa”
O Secretário-geral do PCP conclui apelando à participação de todos no contacto com a população, com os trabalhadores, nos locais de trabalho, com os agricultores, porque mesmo “numa luta desigual, a CDU pode crescer”, por que a CDU tem propostas para uma vida melhor para os açorianos.
O primeiro candidato da CDU Açores, Aníbal Pires, na sua intervenção, afirmou que o programa da CDU é um projecto de mudança construído ao longo de décadas de intervenção na Região Autónoma dos Açores, com uma profunda ligação às populações de todas as ilhas e aos seus problemas, “um programa que vai de encontro às necessidade de desenvolvimento de cada uma das ilhas, para construir uma Região mais coesa e com mais justiça social e económica”.
Os candidatos da CDU assentam a sua intervenção em princípios e valores e estão nas listas apenas para servir as populações e os trabalhadores e por isso a CDU não é “um bloco de vaidades suportado por um bloco de interesses”. “A CDU distingue-se claramente de todas as outras candidaturas porque nós não estamos aqui com projectos políticos pessoais, não estamos aqui para alimentar as nossas vaidades e servimos só os trabalhadores e o Povo Açoriano”, sublinhou ainda Aníbal Pires.

"Reforçar os meios do Estado, para colocar as riquezas naturais ao servi...

Contra os monopólios nos transportes

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP

PCP contra a ameaça do Governo de liquidar o sector do táxi


PCP contra a ameaça do Governo de liquidar o sector do táxi
Face ao projecto de diploma divulgado pelo Governo que legaliza a UBER e liberaliza o transporte individual de passageiros em veículos ligeiros, o PCP considera o seguinte:
1- A pretexto da legalização da UBER o que o actual Governo prepara, depois de anos de actividade ilegal com a cobertura do anterior governo, é a liberalização da actividade no sector do transporte individual de passageiros com veículos ligeiros submetendo-o aos interesses dos operadores ligados às multinacionais e ameaçando a liquidação do sector do táxi.
2- Permitindo a actuação da UBER, tal como de outras multinacionais, sem qualquer limite ou contingente e sem qualquer regulação de preços, abre-se a porta à liquidação de um sector como o do táxi, fundamentalmente constituído por milhares de micro e pequenos empresários nacionais, substituindo-os pela presença hegemónica e monopolista de operadores estrangeiros. Uma opção que entrega à multinacional UBER e afins as zonas mais lucrativas do País – as áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e a região de Algarve – e remete o táxi, sobre o qual continuarão a recair todas as exigências fiscais, ambientais e de segurança actualmente existentes, para a periferia, isto é para a insolvência e ruína de milhares de pequenas empresas.
3- É falso que a questão actual esteja na melhor resposta que supostamente as multinacionais dariam aos interesses dos consumidores face ao sector do táxi. Na verdade, o sector do táxi, apesar das muitas dificuldades que foi atravessando ao longo dos anos, tem feito um esforço de modernização e melhoria do serviço que só não foi mais longe porque a opção de sucessivos governos nunca foi a de um efectivo reforço no desenvolvimento/modernização deste sector. Se o objectivo fosse o da melhoria do serviço prestado, então aquilo que se exigiria seria a do apoio à modernização do sector (como tantas vezes foi reivindicado) e a imposição à UBER das mesmas regras e condições a que o sector do táxi está sujeito.
4- Sempre que a opção do poder político foi a da submissão aos interesses dos grupos monopolistas e multinacionais como a UBER, com a liberalização e entrega de sectores à mercê dos seus interesses, foi sempre e sempre o País, o tecido económico, as receitas públicas, os trabalhadores e as populações que ficaram prejudicados. Importa sublinhar que enquanto hoje a receita do sector do táxi vai para a economia nacional, se as multinacionais tomassem conta do sector, os seus lucros e dividendos em vez de ficarem no País, seriam drenados para o estrangeiro.
5- Face à ilegalidade da actual situação não pode ser a UBER, ou qualquer outra multinacional a ditar as leis. O PCP defende que este tipo de plataformas devem ver a sua actividade regulamentada, mas têm que ser impedidas de promover ou recorrer a serviços ilegais. O transporte de passageiros em automóvel ligeiro deve continuar a ser objecto de licenciamento pelas autarquias, que definem o contingente a licenciar de acordo com a realidade local e deve continuar a estar sujeito a preços tabelados. Doutra forma estaremos perante concorrência desleal por parte das multinacionais que, mais tarde ou mais cedo, terão reflexos nos preços e na degradação do serviço prestado.
O PCP reafirma a sua intenção de não só combater esta opção do governo como a de continuar a intervir do ponto de vista político e institucional – como acontecerá esta semana com a votação na Assembleia da República de uma Proposta de Lei sobre esta matéria - para defender o sector do táxi e o transporte individual de passageiros em mãos nacionais, ao serviço do povo e do País.

PCP apresenta voto de protesto pela eventual aplicação de sanções a Port...

Sobre o veto presidencial ao Decreto da Assembleia da República (Transpo...