quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Quem acredita nas boas intenções do imperialismo?

PERGUNTA ESCRITA À COMISSÃO EUROPEIA DE JOÃO FERREIRA NO PARLAMENTO EUROPEU

Violações do cessar-fogo na Síria por parte dos EUA e dos grupos por este apoiados

Violações do cessar-fogo na Síria por parte dos EUA e dos grupos por este apoiados
Nos últimos dias, um ataque da aviação dos EUA matou pelo menos 62 soldados sírios.
Terroristas do Estado Islâmico progrediram para o território ocupado pelos soldados sírios mortos.
Até este sábado eram 199 os casos de violação do cessar-fogo. O exército sírio e seus aliados cumpriram o respectivo acordo.
Entretanto, os vários grupos armados têm aproveitado a trégua para reagrupar combatentes, nomeadamente em Aleppo e Hama, e recomporem os arsenais de armas e munições.
Sobre os acessos humanitários a situações como a de Aleppo, está previsto que as forças em combate se abstenham de fazer fogo e que se devem afastar o suficiente desses corredores para garantir que organizações humanitárias viabilizem aos habitantes essas ajudas. Todavia, nas últimas horas foi atacado um comboio humanitário que tentava entrar em Aleppo, ataque que matou 12 pessoas e que levou já a Cruz Vermelha Internacional a adiar a entrega de ajuda humanitária a quatro cidades isoladas na Síria.
Em face da gravidade do sucedido, pergunto se tenciona propor ao Conselho uma tomada de posição imediata de condenação das violações do cessar-fogo, nomeadamente por parte dos EUA e dos grupos que este apoiados. Solicito ainda informação sobre que medidas serão tomadas no imediato para ajudar a restabelecer a ajuda humanitária às populações.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Comunicado do Comité Central

Comunicado do Comité Central do PCP

18 Setembro 2016
O Comité Central do PCP, reunido a 17 e 18 de Setembro de 2016, analisou a situação social e política nacional e internacional e traçou objectivos para a sua intervenção política nos próximos meses. O CC do PCP valorizou os resultados positivos alcançados pela luta e apelou ao seu reforço. O CC aprovou uma resolução sobre o centenário da Revolução de Outubro, que se assinala em 2017, bem como as Teses - Projecto de Resolução Política, abrindo a terceira fase de preparação do XX Congresso do PCP.

Resolução do Comité Central do PCP: Centenário da Revolução de Outubro – Socialismo, exigência da actualidade e do futuro

18 Setembro 2016
Comemorar o centenário da Revolução de Outubro é afirmá-la como a realização mais avançada no processo milenar de libertação da humanidade de todas as formas de exploração e opressão. Comemorar este centenário é valorizar o papel da classe operária, dos trabalhadores e dos povos na transformação da sociedade, é evidenciar a força que resulta da sua unidade, organização e luta. É reafirmar que têm nas suas mãos o êxito da resistência à actual ofensiva do grande capital, do imperialismo, e da conquista da sua emancipação social e nacional. Comemorar a Revolução de Outubro é afirmar que o futuro não pertence ao capitalismo, pertence ao socialismo e ao comunismo.




sábado, 17 de setembro de 2016

"Este caminho só pode fazer-se com o envolvimento dos trabalhadores e do...

Vale a pena lutar

Nos dias que marcam o início de um novo ano lectivo o PCP assinala a gratuitidade dos manuais para todas as crianças que iniciam o seu percurso escolar no ano lectivo de 2016/2017.
O PCP defende a gratuitidade dos manuais escolares para todo o ensino obrigatório. São um instrumento fundamental para a aprendizagem e têm um peso crescente e muito significativo nas despesas familiares e constitucionalmente o ensino obrigatório deve ser gratuito.
Na posição conjunta assinada entre o PCP e o PS que permitiu uma nova solução política para o País, foi incluída, por proposta do PCP, a progressiva gratuitidade dos manuais escolares para todo o ensino obrigatório.
Não tendo sido possível um acordo que permitisse ir mais longe na aplicação desta medida, já no início do ano lectivo, o PCP propôs e foi aprovada a gratuitidade dos manuais para todas as crianças que iniciam o seu percurso escolar no ano lectivo de 2016/2017.
Portugal é dos poucos países da União Europeia, em que não é assegurado o acesso gratuito aos manuais escolares.
A grande maioria das famílias portuguesas, com filhos em idade escolar, continuam a viver em Agosto e Setembro um autêntico pesadelo, para adquirirem os manuais escolares e outro material didáctico. Situação que se agrava quando são confrontadas com uma situação económica e social marcada pelo desemprego, os baixos salários, a pobreza. Situação que se agravou até 2015, pelo facto do Governo PSD-CDS ter acordado com as editoras um aumento anual dos manuais de 2,6%, independentemente da variação anual do valor da taxa de inflação.
Portugal é hoje, apesar da Constituição da República Portuguesa consagrar a gratuitidade do ensino obrigatório, um dos países da União Europeia onde as famílias mais custos têm com a Educação.
De acordo com os dados do último inquérito realizado pelo INE às Despesas Familiares, um agregado familiar com uma ou mais crianças dependentes, tem custos médios com a educação de 1.090 euros/ano.
A gratuitidade dos manuais escolares é um passo significativo na concretização de um preceito constitucional que comete ao Estado o dever de assegurar a todos o acesso ao ensino, garantindo a igualdade de oportunidades e a sua gratuitidade e vai permitir novos avanços no combate ao abandono e insucesso escolares. São mais de 80.000 crianças que vão frequentar o 1º ano do 1º ciclo do ensino básico que vão receber gratuitamente os manuais escolares. Uma medida que representa uma poupança de cerca de 3 milhões de euros para as famílias.
Um pequeno investimento realizado pelo Estado garantindo o acesso gratuito aos manuais escolares, mas um significativo investimento no combate ao abandono precoce e ao insucesso escolar.
Um acréscimo residual na despesa do orçamento do Ministério da Educação, que é um verdadeiro investimento para o futuro, com impacto na redução do abandono escolar prematuro e, consequentemente, no aumento do nível de escolaridade da nossa população, com reflexos positivos no desenvolvimento económico e social do País.
O manual escolar impresso é ainda hoje um dos elementos mais utilizados e eficazes no processo ensino/aprendizagem, embora cedendo algum espaço por força da evolução tecnológica e da utilização crescente de outros meios.
O manual escolar destina-se primordialmente ao aluno, por isso deve - além de veicular conhecimentos - contribuir para o desenvolvimento das capacidades dos jovens, sem recurso à memorização e reprodução fiel dos conteúdos, bem como estimular a atitude crítica perante a informação recebida.
O PCP defende a cedência a título definitivo dos manuais escolares, de modo a que fique garantido que, na relação com o livro, o aluno não esteja condicionado pela ameaça de que os pais, caso o manual se degrade, terem de vir a pagá-lo. Acresce o facto dos manuais, no caso do 1º ano do 1º ciclo, estarem concebidos para os alunos escreverem e desenharem.
O PCP continuará a bater-se pela progressiva gratuitidade dos manuais escolares, propondo que no ano lectivo de 2017/2018, a gratuitidade possa abranger todos os alunos do 1º ciclo.
Gratuitidade dos manuais escolares. Combater o insucesso e abandono escolares

Situação na União

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Lucidez de opinião


Acerca dos acontecimentos que envolveram os Comandos

O PCP lamenta os acontecimentos ocorridos com a prova de instrução de formação de tropas Comando, da qual resultou 2 mortes e outros instruendos a necessitar de cuidados médicos. O PCP expressa à família dos jovens falecidos as suas condolências e às famílias dos restantes jovens a sua solidariedade.
Para o PCP é fundamental que tudo seja devidamente apurado e as consequências retiradas já que, por mais dura que seja a formação ela tem de ter como limite a segurança dos envolvidos.
Para o PCP o cumprimento das missões constitucionais das Forças Armadas exige militares com diferente preparação militar o que inclui a existência de tropas especiais. Não deverão ser elementos circunstanciais a determinar opções que afectem a organização das Forças Armadas.


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