sexta-feira, 6 de março de 2015

Um primeiro-ministro que exige, mas não dá o exemplo

PCP exige esclarecimento do Primeiro-Ministro quanto ao pagamento de contribuições à Segurança Social

PCP exige esclarecimento do Primeiro-Ministro quanto ao pagamento de contribuições à Segurança Social


Considerando as notícias vindas recentemente a público quanto ao pagamento à Segurança Social de montantes em dívida relativos a descontos sobre remunerações auferidas, o PCP entregou uma carta com nove perguntas ao Primeiro-Ministro, considerando as dúvidas que persistem sobre esta matéria.

Contra a corrupção

Na Assembleia da República

PCP apresenta iniciativas de combate à corrupção e ao enriquecimento injustificado

O PCP apresentou um conjunto de iniciativas legislativas que estabelecem medidas de reforço ao combate à criminalidade económica e financeira proibindo ou limitando relações comerciais ou profissionais ou transações ocasionais com entidades sedeadas em centros off-shore, ao Enriquecimento Injustificado e a criação de um Plano de Ação Nacional e Internacional para a Extinção dos Centros off-shore.

Reforma Agrária, a mais bela conquista de Revolução de Abriç

PCP disponibiliza à consulta pública na Internet os jornais «O Camponês» e «A Terra»


No ano em que se comemora o 40.º aniversário da grande arrancada da Reforma Agrária, a mais bela conquista da Revolução de Abril, coroando uma longa luta dos trabalhadores do campo, em que a luta contra a exploração brutal a que estavam sujeitos e contra o fascismo era inseparável da luta pela resolução do problema da terra, expressa na reivindicação de «a terra a quem a trabalha», o Partido Comunista Português disponibiliza à consulta pública na Internet os jornais «O Camponês» e «A Terra», nas páginas dos quais se encontra uma informação única sobre a luta persistente e heróica dos trabalhadores do campo e em particular do proletariado agrícola do Sul contra o fascismo, pela liberdade, contra a vida de escravidão, pela realização da Reforma Agrária, condição para acabar com a miséria e assegurar o desenvolvimento económico do País.
Ao colocar à consulta pública os dois jornais não se pode deixar de salientar que a contribuição dos trabalhadores agrícolas para a conquista da liberdade foi regada com o sangue de José Adelino dos Santos, Germano Vidigal, Catarina Eufémia, José Patuleia, Alfredo Lima e de vários outros assassinados pelas forças repressivas do fascismo e Caravela e Casquinha, assassinados depois do 25 de Abril quando lutavam pela defesa da Reforma Agrária, contra a restauração do latifúndio desencadeada a partir do primeiro governo PS em 1976, com a lei Barreto.
A documentação agora colocada na Internet, pertencente ao acervo arquivístico do PCP, é composta por 104 números, uma separata e um suplemento de «O Camponês» publicado clandestinamente – em copiógrafo e tipografia – entre Maio de 1947 e Junho de 1968 e por 36 números de «A Terra» publicados igualmente clandestinamente, 2 números em 1949 e os restantes 34, depois de uma longa interrupção, entre 1963-1974.

domingo, 1 de março de 2015

Solidariedade

PCP reafirma solidariedade com a Revolução Bolivariana perante tentativa de Golpe de Estado

Nota do Secretariado do Comité Central do PCP

PCP reafirma solidariedade com a Revolução Bolivariana perante tentativa de Golpe de Estado

Perante a recente tentativa de golpe de Estado contra o Governo da República Bolivariana da Venezuela e o seu legítimo Presidente, Nicolás Maduro, o PCP reafirma a sua firme condenação das manobras de desestabilização política, económica e mediática levadas a cabo pelas forças reacionárias neste País.
Do mesmo modo, sublinhando que esta nova intentona golpista e a incessante campanha anti-democrática se enquadram na escalada de ingerência e agressão promovida pelos EUA contra o Governo constitucional da Venezuela, o PCP condena veementemente a ingerência e a imposição pelos EUA de sanções à Venezuela e chama a atenção para a gravidade do conjunto de acções que visam colocar em causa a soberania e independências da Venezuela, o percurso emancipador da Revolução Bolivariana e as suas inegáveis conquistas democráticas e realizações sociais, alcançadas nos últimos 16 anos.
Confiante de que as forças patrióticas e revolucionárias venezuelanas não permitirão que o povo Venezuelano seja privado do direito inalienável a decidir do seu futuro e via de desenvolvimento, derrotando mais esta violenta campanha anti-democrática, o PCP apela à solidariedade com o povo e as forças patrióticas e revolucionárias venezuelanas e a sua luta em defesa da Revolução Bolivariana, assim como com o Governo da República Bolivariana da Venezuela e o seu legítimo Presidente, Nicolás Maduro.

Novo rumo, novas políticas para a União Europeia

O Syriza venceu e agora?

Categoria: Opinião
Publicado em domingo, 01 março 2015 14:55
Escrito por Manuel Villas Boas
Partido político integrando na sua direção sensibilidades diferentes de esquerda, o SYRIZA conseguiu contabilizar no essencial o descontentamento gerado no PASOK, na ND (Nova Democracia) e no povo grego, farto da austeridade a que injustamente tem sido submetido durante vários anos.

O novo governo de coligação entre o SYRIZA e o ANEL, pequeno partido de direita, começou o mandato dando alguns sinais de pretender cumprir promessas feitas em campanha eleitoral, o que contraria o procedimento das anteriores forças políticas do poder, PASOK e ND (Nova Democracia), as quais nunca cumpriram as promessas eleitoralistas e enganaram a população, seguindo, aliás, outras congéneres europeias, nomeadamente as portuguesas que, nesse aspeto, constituem um verdadeiro paradigma.
Ao nível interno aumentar o salário mínimo nacional, travar privatizações de sectores estratégicos, relançar os Serviços Públicos essenciais à população, combater a corrupção e, na política externa, não alinhar com as novas sanções criminosas contra a Rússia, são medidas que procuram aliviar a austeridade no País e não entrar em aventuras belicistas sempre prejudiciais para a União Europeia e o resto do mundo. 
Os resultados das eleições gregas representam, pois, uma derrota dos partidos que, ao serviço do grande capital, têm governado a Grécia e que, com a União Europeia, são responsáveis pela política de desastre económico e social que tem sido imposta ao povo grego, mergulhando a Grécia na pobreza e no desemprego.
Facto não muito divulgado foi a subida do KKE (Partido Comunista), marcando uma positiva tendência já anteriormente verificada nas eleições para o Parlamento Europeu, nas eleições regionais e locais, o que indicia, por essa razão, um reagrupamento de forças em torno desse partido, que alcançou o terceiro lugar em onze regiões eleitorais e elegeu 15 deputados.
É de salientar ainda, mas no aspeto negativo, que um partido que professa a ideologia nazi, com atividade criminosa penal, tenha conseguido uma percentagem elevada de votos, no entanto e se pensarmos bem, tal não constituirá surpresa se tivermos em vista a governação dos partidos de direita e do falso socialismo, comprometidos com os objetivos da União Europeia (monopolista e belicista) propiciando o incremento de ideias racistas e xenófobas.
O futuro é imprevisível na medida em que fica para já por saber como vai o SYRIZA conciliar a sua vontade de continuar na União Europeia e na moeda única, com a situação social e económica da Grécia, subjugada pelas medidas impostas e pela chantagem exercida para continuar a receber ajuda financeira e sabendo-se também que «frau» Merkel não está disposta a renegociar de forma alguma a dívida grega.
Será que, nestas condições e com a derrota da elite oligárquica, a Grécia conseguirá virar a página da austeridade e do medo existente na população e recuperar a dignidade, a independência e a soberania, servindo de modelo a outros povos europeus e encorajando-os a sair mais para a rua em protesto para forçar a mudança do sentido do voto e dirigi-lo para aqueles que sempre estiveram ao lado das massas trabalhadoras e do povo para o libertar do jugo?
O povo é soberano nas suas decisões, mas também deve aprender com os erros e não continuar a cair neles para não voltar depois a lamentar-se e reclamar.
Um facto é indesmentível: foram também o FMI, o BCE e a UE que elegeram o SYRIZA e agora estarão dispostos a pagar a fatura?  



Encontro Nacional PCP «Não ao declínio nacional! Soluções para o País»