sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Mais votos, mais deputados para a CDU

Mais votos e deputados para outra estratégia

SESSÃO PÚBLICA NO CENTRO DO MONTIJO

Mais votos e deputados para outra estratégia

A CDU, pelas vozes de Francisco Lopes e Jerónimo de Sousa, reafirmou a determinação em romper com a estratégia que favorece os grandes grupos capitalistas e criticou o PS por «varrer para debaixo do tapete» o Tratado Orçamental, a dívida e os custos da dívida.
Na baixa do Montijo o fim de tarde foi animado com a música da CDU, que improvisou um palco móvel e uma plateia com meia centena de cadeiras numa das ruas mais movimentadas da cidade. Ali estiveram deputados, candidatos, apoiantes e activistas da coligação PCP-PEV, que foram distribuindo documentos, cumprimentos e conversa, apelando ao voto no dia 4.
A chegada do Secretário-Geral do PCP foi saudada com aplausos e gritos ritmados «CDU! CDU!», «A CDU avança com toda a confiança!». Carlos Jorge Almeida, vereador e candidato na lista para as próximas eleições legislativas, deu início à sessão, dando conta de que a campanha da CDU no distrito tem encontrado «enorme aceitação e entusiasmo». Chamou para junto de si dirigentes e candidatos do PCP e do PEV, o cabeça de lista no distrito e o Secretário-geral do Partido. Deu a palavra a Francisco Lopes, que começou por afirmar a confiança, convicção e determinação de quem está na actual batalha eleitoral.
O dirigente e deputado do PCP explicou os graves problemas do País como «consequências da política de exploração e empobrecimento, uma política de classe, ao serviço do grande capital, que nunca esteve tão bem como hoje».
Defendeu que é necessário fazer frente à estratégia que favorece os grupos monopolistas e apontou o caso concreto das hesitações e recuos do Governo quanto à construção de um novo aeroporto na Margem Sul. Na privatização da ANA (Aeroportos e Navegação Aérea), a Vinci assumiu compromissos nesta matéria e tais posições do Governo visam aliviá-la da sua obrigação, acusou Francisco Lopes. Exigiu que a multinacional francesa seja chamada à responsabilidade na «construção faseada da nova infraestrutura aeroportuária», que deverá situar-se nos terrenos do campo de tiro de Alcochete.
Os votos na CDU e o aumento do número de deputados darão mais força a «uma candidatura com provas dadas» e servirão para «impor uma derrota histórica» ao PSD e ao CDS, salientou Francisco Lopes.
Jerónimo de Sousa lembrou que tinha intervindo no mesmo local há quatro anos, produzindo afirmações que tiveram sequência na actividade dos deputados eleitos nas listas da CDU. Hoje, os que então votaram na coligação PCP-PEV só se podem orgulhar de tal opção, pois o seu voto foi respeitado.
A propósito dos pesados sacrifícios impostos à maioria dos portugueses e que o Governo alega terem sido para todos, o dirigente comunista e primeiro candidato da CDU em Lisboa destacou a notícia de que o Estado português deu aos bancos, desde 2008 (início da crise financeira) e até ao final de 2014, apoios no valor global de cerca de 19,5 mil milhões de euros (11,3 por cento do PIB). «Para estes não houve sacrifícios, as grandes fortunas cresceram à custa dos verdadeiros sacrificados», comentou.
No dia 4, «temos que derrotar este Governo, porque governou contra o povo», mas «temos que derrotar a política de direita», na qual o PS se envolveu. Jerónimo de Sousa voltou a lembrar que «o memorando de entendimento, verdadeiro pacto de agressão, tem três assinaturas, de PS, PSD e CDS» e indicou as propostas programáticas do PS como resposta à interrogação se este poderá ser alternativa, em particular as que se referem a Segurança Social e a direitos laborais, cujo conteúdo se identifica com a política do PSD e do CDS.
Ao confiar nesta União Europeia para encontrar solução para os problemas criados pelo garrote do Tratado Orçamental, pela dívida pública e pelo elevado serviço de dívida, o PS está apenas a varrê-los para debaixo do tapete, pois «essa UE de coesão social e solidariedade não existe e nunca existiu», como recentemente se viu na Grécia.

a CDU na Autoeuropa

Trabalho da CDU reconhecido na Autoeuropa

COMISSÃO DE APOIO RECOLHE MAIS DE 600 ASSINATURAS

Trabalho da CDU reconhecido na Autoeuropa

Ao deslocar-se esta tarde à Autoeuropa, para uma distribuição de folhetos da CDU na hora da troca de turnos, Jerónimo de Sousa recebeu «com profunda satisfação» a notícia de que uma comissão de apoio à coligação PCP-PEV recolheu já mais de 620 assinaturas de trabalhadores da fábrica da Volkswagen.
A iniciativa foi lançada pela célula do PCP na empresa e a recolha de apoios vai continuar, como explicou António Magrinho, candidato da CDU na lista de Setúbal e trabalhador da Autoeuropa, membro da CT. Para alargar o leque de apoiantes, tem sido necessário ultrapassar as dificuldades de contacto com os mais de 3600 trabalhadores da Autoeuropa e empresas que laboram no parque industrial, quer devido aos horários do trabalho por turnos, quer pela intensidade da produção «ao ritmo da máquina e não das pessoas».
Jerónimo de Sousa reconheceu que a reacção dos trabalhadores neste encontro, muito melhor do que há apenas quatro ou cinco anos, denota um alargamento do potencial apoio à CDU. «Temos manifestações de apoio, mas também de respeito e de valorização do nosso trabalho», comentou o Secretário-Geral do PCP, lembrando que aqueles que agora estão na campanha da CDU estiveram sempre do lado dos trabalhadores e das populações, no quadro de eleições ou sem eleições à vista, e isso é um facto que as pessoas constatam, «tem reflexo nestes jovens operários» e «é um capital de grande importância para o futuro», após 4 de Outubro.

Soluções para os problemas dos recursos naturais

Luz aos problemas e soluções para os pescadores

CDU NO PORTO DE PESCA DE SESIMBRA

Luz aos problemas e soluções para os pescadores

Jerónimo de Sousa esteve esta manhã no porto de pesca de Sesimbra, para conhecer mais profundamente e de viva voz os problemas dos pescadores, dar-lhes mais visibilidade e falar das responsabilidades passadas e das soluções que a CDU propõe para o aproveitamento dos recursos nacionais.
Em breves declarações aos jornalistas, depois de já ter entrado em algumas lojas de companha, para cumprimentar e ouvir quem em terra prepara anzóis e redes para a faina no mar, o Secretário-Geral do PCP – que nesta visita foi acompanhado por Francisco Lopes, deputado e primeiro candidato na lista da CDU pelo círculo de Setúbal, pelos deputados e candidatos Bruno Dias e Paula Santos, pelo presidente da Câmara, Augusto Pólvora, pelo candidato Francisco de Jesus, presidente da Junta de Freguesia do Castelo, por Margarida Botelho, da Comissão Política do PCP, por Manuel José Cruz, pescador e membro da Comissão Concelhia do PCP, e por vários outros activistas e apoiantes – salientou que as dificuldades agravadas da pesca têm reflexo também na indústria conserveira.
Jerónimo de Sousa destacou as graves consequências de serem impostas limitações à pesca a partir do estrangeiro, a régua e esquadro, sem conhecimento da nossa costa e sem que haja uma monitorização nacional dos recursos.
Respondendo a problemas abordados pelos pescadores – e que no seguimento da visita se comprovaria serem muito sentidos – Jerónimo de Sousa salientou ainda a injustiça dos preços, deixando a maior fatia do preço de venda ao público para os intermediários, e defendeu mais uma vez a bonificação do custo dos combustíveis para a pesca.
Este sector, frisou, é essencial numa política diferente e não pode ser substituído pelo turismo, que é importante mas sempre como actividade complementar.
O peixe que é apanhado mas que está excluído das quotas em que a pesca é permitida deveria merecer uma legislação específica, tendo em conta a sua importância para a sobrevivência das famílias de pescadores. Deveria prever-se uma percentagem marginal de pescado para tais situações, como o PCP e a CDU defendem. Um dos pescadores criticou o Governo por andar a dizer, nestes quatro anos, que iria ser definida uma quota para essas espécies, mas nada ter concretizado, «andaram a enganar-nos».
Durante a visita, entre cumprimentos e entrega do manifesto distrital da CDU, muitos manifestaram o seu apoio à coligação PCP-PEV e, reconhecendo o trabalho feito pelos deputados e as posições públicas assumidas, despediram-se desejando «força também para vocês», em resposta aos desejos de «saúde e força» com que Jerónimo de Sousa ia avançando para o encontro seguinte.

CDU a voz da luta de quem trabalha

Leiria pode eleger uma voz da CDU

ENTUSIASMO E CASA CHEIA NA MARINHA GRANDE

Leiria pode eleger uma voz da CDU

Sob fortes aplausos e com frequentes interrupções para sublinhar observações mais pertinentes, acusações e propostas, todos os oradores no comício de quinta-feira à noite na Marinha Grande admitiram a possibilidade real de Ana Rita Carvalhais ser eleita para a Assembleia da República dia 4.
Jerónimo de Sousa chegou ao auditório do Sport Operário Marinhense ainda a tempo de ouvir Carlos Vicente e Tó Zé Oliveira e de com eles, e com um coro de quase duzentas vozes, cantar «Vá, camarada, mais um passo». Com este verso iria concluir a sua intervenção, apelando a que seja feito mais um esforço, até ao final da campanha eleitoral, para falar com mais eleitores e ganhá-los para o voto na CDU, de modo a que se confirme a eleição de uma voz da CDU, que leve à Assembleia da República os problemas e os anseios da população do distrito de Leiria e que contribua para o reforço da representação nacional da coligação PCP-PEV.
Tal possibilidade fora antes reafirmada por Vítor Pereira (vereador na CM da Marinha Grande e segundo candidato na lista distrital para a AR), Samuel Tomé (dirigente do Partido Ecologista «Os Verdes») e por Ana Rita Carvalhais. A cabeça de lista saudou todos os activistas que «estão a realizar uma grande e alegre campanha», durante a qual as pessoas contactadas reconhecem que os candidatos e as forças políticas da CDU são profundos conhecedores do distrito e não se lembram de Leiria só em vésperas de eleições. Acusou os dez deputados, eleitos há quatro anos por PSD (seis), PS (três) e CDS (um) terem primado pela ausência junto da população e terem participado activamente nos ataques movidos contra a grande maioria dos portugueses.
Foi muito aplaudida quando realçou a CDU como «uma força que lutou e luta muito», apontando vários casos na região em que marcou presença do lado de trabalhadores e utentes de serviços públicos, entre outros.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Os escribas da política de direita

As difamações do Expresso

Face à reiterada campanha de insultos e difamação promovida pelo Expresso, hoje de novo na sua edição on-line, o PCP divulga a carta endereçada ao Director do Jornal Expresso.
"Lamentamos a insistência do jornal que dirige, agora também na edição on-line, na campanha de difamação, manipulação e provocação dirigida contra a Festa do «Avante!» com o indisfarçável objectivo de atingir o PCP e a CDU. Para um jornal que ignorou o que a Festa do «Avante!» representa enquanto acontecimento ímpar na vida política e cultural não deixa de ser estranho a atenção que lhe tem dedicado para, na base da mais grosseira mentira, alimentar preconceitos e semear a difamação. As motivações que o explicam e os interesses que estarão associados conhece-las-á o jornal que dirige.
O que não podemos permitir é que, entre outras acusações que igualmente refutamos, se insista na difamação de atribuir ao PCP uma postura homofóbica, procurando na base da falsidade instalar a dúvida e a crítica sobre o posicionamento do PCP em torno desta matéria.
Desde sexta-feira que o jornalista do Expresso sabia (porque contactado directamente pelo Gabinete de Imprensa) que a afirmação e sustentação da intervenção dos serviços de apoio da Festa do «Avante!» porque duas pessoas do mesmo sexo se teriam beijado é, tão falsa, quanto ridícula. Como o jornalista Hugo Franco sabe que a verdadeira razão do incidente que conduziu à saída das pessoas do recinto da Festa teve origem num acto de sexo oral em pleno espaço público.
Que ao jornalista do Expresso não incomode a mentira e conviva bem com os factos descritos só o responsabiliza a ele. Já, diferentemente, o Expresso que se esforça em apresentar-se como jornalismo de referência deveria ver assegurado padrões mínimos de respeito pela verdade e rigor.
Aliás, os que visitam anualmente a Festa do «Avante!» conhecem bem o ambiente de respeito para com todos quantos nela participam, e que porventura o próprio Ricardo Costa terá tido oportunidade de, em algum momento, testemunhar. O que só amplia a dimensão do ridículo de que se reveste esta operação para atribuir ao PCP uma atitude diversa daquela que tem: a de respeito integral pela orientação sexual quer dos seus militantes quer, por maioria de razão, da imensa massa humana que connosco convive e participa nesse espaço de liberdade e solidariedade que a Festa do «Avante!» representa."

CDU sempre do lado certo

A CDU sempre esteve do lado certo

COMÍCIO EM QUELUZ

A CDU sempre esteve do lado certo

Cerca de 500 pessoas participaram segunda-feira, 14, num comício da CDU em Queluz, Sintra, sublinhando a confiança no reforço eleitoral do PCP-PEV no próximo dia 4 de Outubro.
A iniciativa que juntou activistas e apoiantes da Coligação Democrática Unitária dos concelhos de Sintra e Amadora iniciou-se com a declamação de excertos de «As Portas que Abril Abriu», de José Carlos Ary dos Santos, «que sendo um dos mais fiéis relatos do muito que o nosso povo conquistou e realizou com a Revolução, conserva ensinamentos e comporta valores que queremos afirmar e projectar no futuro de Portugal», ouviu-se em off.
Ao momento cultural protagonizado pelos actores André Levy, Carla Janeiro, André Albuquerque e Mafalda Santos, seguiram-se as intervenções políticas, a primeira das quais a cargo de Fernando Correia, da Intervenção Democrática, candidato pelo círculo eleitoral de Lisboa.
Ainda galvanizados pelos versos do «poeta da revolução», os participantes ouviram depois Jerónimo de Sousa abordar muitas das questões centrais que marcam a campanha.
Durante cerca de 40 minutos, o Secretário-Geral do PCP e cabeça-de-lista da CDU pelo distrito de Lisboa lembrou que os portugueses estão confrontados com a escolha entre a continuidade ou a ruptura com o caminho de desastre e ruína nacional; rechaçou a bipolarização entre PS e PSD, a falsa ideia de que está em causa a escolha do próximo primeiro-ministro e a não menos falsa teoria da utilidade de concentração de votos no PS, e garantiu que quantos mais votos e, consequentemente, mais deputados tiver o PCP-PEV, mais próxima estará a alternativa capaz de derrotar a alternância e a política de direita.
Derrotar a política de direita e não apenas o PSD/CDS é, aliás, um dos propósitos e desafios colocados nestas legislativas. Nesse sentido, Jerónimo de Sousa voltou a lembrar as responsabilidades partilhadas pela troika nacional na imposição e execução do pacto de agressão nos últimos quatro anos e acusou de enganosa a propaganda dos partidos do Governo quando repetem que «agora é que vais ser» ou «o pior já passou».
Mostrou, ainda, exemplificando com a prática recente mas também sublinhando as evasivas programáticas dos «socialistas» em matéria de trabalho, crescimento económico e produção nacional, renegociação da dívida pública e assumpção da soberania, serviços públicos ou segurança social, que o PS não é verdadeira alternativa. E dai concluiu que PS, PSD e CDS são «farinha do mesmo saco».
Numa resposta directa ao PS, o dirigente comunista e candidato à Assembleia da República manifestou o orgulho que comunistas, ecologistas e milhares de independentes que convergem na CDU, têm no protesto que promoveram e integraram. Justamente quando tudo e todos, PS incluído, convidava à resignação perante as «inevitabilidades».
O que não quer dizer, insistiu, que, como diz o PS, a CDU se deixe acantonar no rótulo de «força do protesto», querendo com isso o PS apoucar a alternativa protagonizada pelo PCP-PEV, estreitar e condicionar a escolha dos portugueses, e «capitalizar [nas urnas] o descontentamento» para com a actual situação.
«Andamos nisto há 39 anos», lamentou Jerónimo de Sousa, antes de recordar que PS, PSD e CDS já rodaram no governo do País, sozinhos ou coligados, de todas as formas e feitios, a maior parte das vezes constituindo maiores absolutas. Qual o resultado? - perguntou: o País andou para trás e a vida dos portugueses piorou, constatou.
«A CDU está disposta a assumir todas as responsabilidades que o povo português lhe queira atribuir, incluindo governativas», mas para executar uma política concreta e «não para ser jarrão da política de direita», prosseguiu o Secretário-geral do PCP, para quem a opção feita ao lado dos trabalhadores e do povo mostra que «a CDU sempre esteve do lado certo», facto que motiva e dá confiança num bom resultado eleitoral.

Outro caminho

Tempo de encetar um caminho novo

Tempo de encetar um caminho novo


No próximo dia 4 de Outubro, duas opções estão colocadas ao povo português: dar mais força à CDU e à luta pela ruptura com a política de direita e à concretização a uma política patriótica e de esquerda ou, por outro lado, «deixar as mãos livres a PS, PSD e CDS para que estes prolonguem e intensifiquem a política que se conhece». Foi desta forma que Jerónimo de Sousa explicitou, no comício realizado na terça-feira à noite na Maia, a importância decisiva das eleições legislativas. Para o Secretário-Geral do PCP, «não há hesitação: é do lado dos trabalhadores, do povo e do País que nos colocamos.» Já os partidos da política de direita já mostraram com quem estão, acrescentou: com os que impõem exploração, empobrecimento, subordinação e submissão à União Europeia e aos interesses dos monopólios que servem.
Após realçar que é chegado o tempo de encetar um caminho novo, Jerónimo de Sousa dirigiu-se aos que anteriormente votaram noutros partidos, aos que reconhecem que a coligação PCP-PEV faz falta à defesa dos direitos e aos que sabem que os partidos não são todos iguais para que «confiem, não hesitem» e votem na CDU, a força que «jamais trairá a confiança dos que, vítimas da política de direita, aspiram a uma real mudança», que transporta consigo um «caudal imenso de esperança de que sim, é possível uma vida melhor num Portugal de justiça, soberania e progresso».
Antes, o primeiro candidato da CDU pelo círculo eleitoral do Porto, Jorge Machado, tinha já denunciado as consequências da política de direita no distrito e no País, marcada pelo elevado desemprego, pela emigração de meio milhão de pessoas, pela pobreza que atinge dois milhões e 700 mil portugueses, pelo aumento da exploração do trabalho e pela destruição dos serviços públicos. O actual deputado, garantindo que este rumo não é inevitável, sublinhou em seguida as propostas do PCP e da CDU para, nas suas palavras, «dar um pontapé nesta crise». Modernizar e diversificar a produção no Vale do Sousa e Baixo Tâmega, no quadro de uma política de reindustrialização do País, e apostar decisivamente na pesca (para que se inverta a tendência de redução da frota, agravada nos últimos anos) são duas das mais decisivas medidas.
Ao dirigente sindical e candidato da CDU João Torres coube intervir logo após um dos mais marcantes momentos do comício: a entrega ao Secretário-geral do PCP de um postal gigante simbolizando os 2266 dirigentes e delegados sindicais e membros de Comissões de Trabalhadores que manifestaram, no distrito do Porto, o seu apoio à CDU. O sindicalista, valorizando a intensa luta dos trabalhadores e das populações do distrito nos últimos anos, pelos seus direitos, postos de trabalho, salários e serviços públicos, apelou ao voto na CDU para que «castiguem quem tanto os castigou» nos últimos anos, ou seja, o PS, o PSD e o CDS. Muito embora tenham sido «mal tratados, humilhados e espoliados», os trabalhadores portugueses «têm sorte» porque contam com um partido que é seu, o Partido Comunista Português.