terça-feira, 6 de outubro de 2015
O PCP assume responsabilidades
PRESENTAÇÃO DAS CONCLUSÕES DA REUNIÃO DO COMITÉ CENTRAL
O PCP não faltará a uma política patriótica e de esquerda
6 Outubro 2015
O PCP não faltará a uma política patriótica e de esquerda, o PCP não faltará a nenhuma proposta ou solução para um Portugal com futuro. É com isto que os portugueses podem contar: todas as soluções e propostas úteis aos trabalhadores, ao povo e ao País terão o nosso voto favorável. Todas as medidas e políticas que signifiquem mais exploração, empobrecimento, injustiças sociais e declínio nacional terão a nossa mais firme oposição e rejeição.rejeição.
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
O dia de todas as decisões
O próximo dia 4 de Outubro poderá tornar-se no princípio de reviravolta
para um dos piores períodos da nossa História recente, assim o queira a
população portuguesa e seja possível ultrapassar a barreira das indecisões.
A necessidade da ruptura com as políticas de direita, protagonizadas
pela troika nacional (PS, PSD, CDS) em
que a actuação do atual governo, ao agravar as medidas impostas pela troika internacional, deixou o País em
estado caótico, quer ao nível social, quer ao nível económico, constituem um
imperativo nacional.
Os responsáveis do actual governo, chegados ao poder na base de
mentiras, embustes e promessas falsas, não possuem o mínimo de respeito pelo
povo que deviam servir com honestidade, verdade e competência, pois entraram em
campanha eleitoral com a pretensão de fazer crer que não têm quaisquer
responsabilidades na situação a que chegamos e vão ao desplante de afirmar que
o País e os portugueses precisam de estabilidade, ou seja, da estabilidade
deles, da estabilidade da manutenção da crise.
Sem qualquer resquício de sensibilidade social e moral, de
credibilidade, continuam com a linguagem mistificadora nos discursos,
entrevistas e novas promessas eleitoralistas para convencimento dos incautos e de
todos aqueles que beneficiaram e continuam a beneficiar com as acções
governativas.
No entanto, sabem muito bem que nada possuem de novo para apresentar à
esmagadora maioria da população (trabalhadores públicos e privados, reformados
e pensionistas, pequenos e médios empresários, utentes dos serviços públicos
essenciais, jovens à procura do primeiro emprego e condenados à emigração),
pois somente podem oferecer a continuação da política de direita que nos
conduziu à austeridade para muitos e às vantagens e ganhos para alguns, dado
que os custos da crise sempre foram consciente e injustamente repartidos.
E até mesmo em relação à política externa são bem patentes a submissão
às imposições do directório da União Europeia, com os seus tratados e
convenções sempre assinados de bom grado, assim como o alinhamento
incondicional à NATO e às guerras de agressão dos EUA, de que, infelizmente,
vemos agora bater-nos à porta os respectivos resultados, mas que nem por isso fazem
alterar a nossa actuação, pois não deixaremos de participar nas próximas
manobras militares internacionais, as maiores de sempre, tudo muito bélico e
agressivo que nos impõe gastos também agressivos e nos retira cada vez mais
independência e soberania.
Por estas e outras razões, as eleições do próximo dia 4 de Outubro
poderão constituir uma oportunidade para afirmar um não peremptório e
inequívoco a esta situação de dependência externa, regressão social e
subdesenvolvimento e levar-nos à libertação do garrote imposto e a uma nova
política, patriótica e de esquerda que relance o País para novos rumos que
constituam resposta às necessidades da população portuguesa e aos problemas
existentes, que afirmem um Portugal livre e soberano e uma Europa de paz e
cooperação, que proporcionem as condições para uma séria renegociação da dívida
soberana e, se preciso for, que possam mesmo contribuir para estudar
criteriosamente a libertação do euro, na defesa intransigente dos interesses
nacionais e no cumprimento da Constituição da República Portuguesa.
Que nada possa impedir o cumprimento do dever cívico, nem mesmo o futebol marcado para a mesma altura, pois a apatia e o conformismo só favorecem os mentores da actual situação que eles pretendem manter a todo o custo com a prestimosa colaboração do presidente de alguns, mas os portugueses não querem estar condenados a políticas de terceiro mundo.
A CDU com os reformados
ALMOÇO-COMÍCIO NA PIEDADE ASSINALA DIA DO IDOSO
Para melhor futuro os reformados contam
1 Outubro 2015
Enquanto os poderes dominantes tratam os idosos como um fardo e uma despesa, a CDU destaca a sua luta de toda a vida e o papel positivo que continuam a ter no combate à política de direita e na construção de um futuro melhor, como se assinalou esta tarde na Cova da Piedade.
O grande salão da Sociedade Cooperativa Piedense encheu por completo, ultrapassando inscrições e expectativas, para o almoço-comício de apoio à CDU, organizado com o empenho militante da estrutura coordenadora regional de Setúbal da organização de reformados comunistas, assinalando o Dia Internacional do Idoso.
A vivacidade e o entusiasmo foram patentes desde a entrada de Jerónimo de Sousa, Heloísa Apolónia, Francisco Lopes e outros candidatos, mas subiram ainda mais durante as intervenções do cabeça de lista por Setúbal e do Secretário-Geral do PCP.
O dirigente e deputado comunista e de novo primeiro candidato no distrito destacou a dimensão desta iniciativa de expressão de apoio dos reformados à CDU. Francisco Lopes lembrou que ali estavam pessoas de uma geração que conheceu as condições dramáticas da exploração e do obscurantismo, mas que lutou e até conquistou direitos durante o fascismo. «Foram lutadores pela liberdade e pela democracia» e participaram activamente nas grandes transformações e conquistas de Abril. Os reformados de hoje conheceram, designadamente, «o abandono destas terras nesse tempo sinistro» e protagonizaram a sua elevação a níveis de desenvolvimento e bem-estar que estão entre os melhores do País. Tal experiência mostra que, contra todos os que pregam o fatalismo, temos o futuro nas nossas mãos, sublinhou, enaltecendo a participação de reformados, pensionistas e idosos «por aquilo que representam e pelo futuro que projectam nesta campanha» eleitoral da CDU.
Jerónimo de Sousa saudou os reformados e, em especial, o MURPI, lembrando que os idosos têm vivido tempos difíceis, desde os sucessivos PEC até ao pacto de agressão da troika, sofrendo um corte de muitos milhões de euros nos seus rendimentos. Muitos encontram-se em situação de carência e empobrecem dia após dia. O Secretário-Geral do PCP realçou que, ao contrário do que outras forças geralmente fazem, a CDU não trata os reformados como um encargo, tem acompanhado a sua luta e apresenta propostas para que lhes seja garantida autonomia económica e social, a começar pelo aumento das pensões e reformas e pela reposição do que lhes foi roubado.
Destacou que o voto na CDU é o único que dá força a estas aspirações e a uma verdadeira mudança de política – e cada voto no dia 4 pode ser decisivo para eleger deputados e reforçar o PCP e o PEV, que na AR sempre se têm batido em defesa dos reformados, pensionistas e idosos.
Olhos nos olhos com o povo
ESPERANÇA E CONFIANÇA AFIRMADAS NA BAIXA DA BANHEIRA
O povo saiu à rua com a CDU
1 Outubro 2015
«O povo saiu à rua na Baixa da Banheira», destacou Jerónimo de Sousa, ao saudar os muitos apoiantes e activistas que acompanharam os candidatos da coligação PCP-PEV no desfile pela Rua 1.º de Maio, ao fim da manhã desta quinta-feira.
O Secretário-Geral do PCP, último orador no mini-comício que culminou o desfile, valorizou o facto de quem trabalha e quem trabalhou a vida inteira sair às ruas, combater a política de direita e as suas medidas concretas e não desistir de lutar por um futuro melhor. «Honra-nos muito que estejam aqui», disse Jerónimo de Sousa, saudando em especial os reformados, que «vivem hoje melhor do que viveram os seus pais, mas vêem que os seus filhos não conseguem fazer vida e têm que os ajudar no dia-a-dia».
Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, foi o primeiro a subir ao palanque, para saudar os participantes na iniciativa e a população, assinalando a presença de Margarida Botelho e José Capucho, membros dos organismos executivos do PCP, e apresentando os oradores.
Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, foi o primeiro a subir ao palanque, para saudar os participantes na iniciativa e a população, assinalando a presença de Margarida Botelho e José Capucho, membros dos organismos executivos do PCP, e apresentando os oradores.
Heloísa Apolónia, dirigente do Partido Ecologista «Os Verdes», deputada e de novo candidata da CDU no círculo de Setúbal, lembrou a sua ligação de infância à terra banheirense, onde aprendeu «a importância da não resignação» e do combate contra tantas adversidades. Insistiu na defesa dos serviços públicos, criticou os efeitos do desinvestimento público na preservação das áreas protegidas e exigiu que o Estado esteja ao serviço das pessoas e não ao serviço dos grupos financeiros.
Francisco Lopes, dirigente do PCP, deputado e primeiro candidato da CDU na lista de Setúbal, congratulou-se pelo calor humano da recepção que a arruada teve e salientou que «a nossa campanha cresce e cresce o apoio à CDU». Este apoio nasce na indignação das pessoas com o Estado do País, mas também da vontade de construir uma alternativa, pelo que é necessário, no dia 4, com o voto, sinalizar a opção por um futuro diferente.
A voz ao povo
SIMPATIA E ENTUSIASMO ACOLHEM CDU NA BAIXA SADINA
A palavra que conta é a do povo
1 Outubro 2015
Apesar de todas as peripécias e episódios criados durante a campanha e das pressões bipolarizadoras que se intensificam, continua a ser o povo quem decide e quem vai eleger os deputados que contam para a construção das soluções de que o País precisa, alertou Jerónimo de Sousa esta tarde em Setúbal.
Os bombos da «Bardoada» abriram caminho aos candidatos e apoiantes da coligação PCP-PEV, pelas ruas da baixa da capital sadina, da Sé até à Praça de Bocage. Um animado grupo de jovens foi colocando em palavras de ordem o bom resultado esperado no dia 4: «Mais, mais CDU» e «Sobe, sobe, CDU». O Secretário-Geral do PCP correspondeu às saudações, acenos e beijinhos, tanto quando iam ao seu encontro, como quando cumprimentaram das varandas, e ele próprio tomou a iniciativa de entrar em várias lojas.
Além de palavras de estímulo, ouviu sentida revolta pela baixa reforma recebida por uma mulher «ao fim de 40 anos de trabalho».
No final do percurso, num palco móvel, André Martins tomou a palavra para saudar os participantes nesta jornada e reforçar o apelo ao voto no próximo domingo. O dirigente do Partido Ecologista «Os Verdes», vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, chamou os candidatos Rui Higino, Bruno Dias, Paula Santos, Heloísa Apolónia e Francisco Lopes, e Jerónimo de Sousa.
Deputado e cabeça de lista por Setúbal, Francisco Lopes salientou o papel e a importância que a CDU atribui à cidade e à região, lembrando que aqui continua a governar um poder local com sentido de futuro, cuja acção contraria as graves consequências da política nacional. O dirigente do PCP apontou diversas razões para votar na CDU e «juntar voto a voto um grande resultado», dirigindo-se aos trabalhadores, aos micro, pequenos e médios empresários, aos que rejeitam a política de cultura do Governo (evocou que passa hoje o Dia Mundial da Música e criticou os cortes no financiamento do ensino artístico e as grandes dificuldades criadas às instituições do distrito.
Jerónimo de Sousa apelou a que cada um avalie o que sucedeu nos últimos anos à sua vida e a Portugal, para decidir em quem votar no domingo. Quando lembrava que «a nossa sondagem» feita durante as acções desta campanha eleitoral confirma que a CDU está mais forte, foi interrompido por um apoiante que gritou «lá em casa somos sete e ninguém se desvia», o que o levou a apelar a que se prossiga o esforço, até ao último minuto, para que muitos mais não se «desviem».
Enalteceu o orgulho que sentem os eleitos das listas da CDU, «uma força que procura resgatar o que de mais nobre há na política», quando se apresentam ao povo que os elegeu e podem dizer «o que eu recebia na fábrica ou no escritório, no meu trabalho, é o mesmo que continuo a receber como deputado». Além disso, têm «o sentimento do dever cumprido», disse Jerónimo de Sousa, reafirmando «o compromisso de que o voto será respeitado».
Pelo trabalho e pelo projecto
CASA CHEIA DE CONFIANÇA NA QUINTA DO CONDE
Na CDU pelo trabalho e pelo projecto
1 Outubro 2015
O reconhecido mérito da CDU na criação de uma vila que se tornou um grande espaço urbano, com a participação do poder local e levando as lutas da população até ao Parlamento, faz da Quinta do Conde um bom exemplo de como, pelo trabalho realizado e pelo projecto que transporta, a coligação PCP-PEV deve ter também forte votação no dia 4.
No comício que se seguiu ao jantar desta quinta-feira, dia 1, no salão cheio do Centro Cultural Social e Recreativo «A Voz do Alentejo», foi por várias vezes feita referência àquilo que era a Quinta do Conde há 40 anos, realçando as grandes transformações positivas alcançadas até hoje.
Augusto Pólvora, presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, considerou que as votações maioritárias na Coligação Democrática Unitária ao longo de quatro décadas, para os órgãos do município e das freguesias, são a melhor prova de que o trabalho é reconhecido. Apelou a que esse reconhecimento se expresse também nas eleições legislativas, para que na AR se alargue o número de deputados que propuseram legislação e medidas, particularmente nas discussões de orçamentos do Estado, que foram ao encontro de necessidades e aspirações de quem vive e trabalha na Quinta do Conde.
Heloísa Apolónia, deputada e dirigente do Partido Ecologista «Os Verdes» e candidata da CDU no círculo de Setúbal, lembrou que «exercemos o nosso mandato de forma muito próxima da população» e referiu o empenho do PCP e do PEV para que houvesse um Centro de Saúde na Quinta do Conde. Apelou a que, em contraponto, se olhasse também para aquilo que os outros partidos não realizaram.
Recusando a «fiscalidade verde», como uma medida (no OE deste ano) para aumentar impostos e sacar 150 milhões de euros, criticou as privatizações e a redução de pessoal nos serviços públicos. A propósito do Dia Mundial da Água, que se celebrou precisamente a 1 de Outubro, apontou as grandes dificuldades que a falta de meios humanos provoca na fiscalização do direito da população a água de qualidade e também na vigilância marítima e detecção de desastres ecológicos no oceano. A «reestruturação» das empresas do sector das águas e saneamento teve apenas por objectivo a privatização e foi mais um caso a confirmar que os governos só olham para o ambiente quando procuram promover negócios para o grande capital. Por fim, Heloísa Apolónia apelou a que os ecologistas, os patriotas, os democratas atribuam o seu voto à CDU, a força que verdadeiramente defende os interesses do País.
Esclarecer até ao último momento
Francisco Lopes lembrou importantes iniciativas realizadas pela CDU, saudou as centenas de activistas da CDU que nelas participaram e explicou a grande confiança com que é encarado o resultado das eleições «pelo caminho percorrido e pelo trabalho que ainda falta» levar a cabo até ao último momento. Dos resultados obtidos pela luta da população, com o empenho dos eleitos locais e a acção solidária na Assembleia da República, o deputado e dirigente do PCP que encabeça a lista da CDU no distrito de Setúbal destacou a construção do nó desnivelado na EN10, acabando com os constantes acidentes que ali ocorriam.
No público, entre aplausos e gritos «CDU» e «CDU avança com toda a confiança» (que se repetiram inúmeras vezes nesta noite), fizeram-se ouvir palavras que sublinhavam a razão do orador. Francisco Lopes acentuou a importância de a CDU ter mais votos e mais deputados, para travar o que for negativo e avançar com medidas necessárias, como a construção da escola secundária da Quinta do Conde.
A propósito de inquietações suscitadas pelo caso da «martelagem» na Volkswagen, declarou «solidariedade e apoio sem limites» aos trabalhadores da Autoeuropa, para a preservação dos seus postos de trabalho, e avisou: «que ninguém aproveite» tal situação «para tentar esmagar os direitos dos trabalhadores».
A enfatizar o valor de cada boletim entrado nas urnas, lembrou que nas recentes eleições regionais na Madeira apenas faltaram cinco votos para eleger mais um deputado da CDU, que seria retirado ao PSD e o faria perder a maioria absoluta.
Jerónimo de Sousa elogiou as duas intervenções que o antecederam e deixou «alguns apelos finais» para o esclarecimento e a mobilização de mais votantes na coligação PCP-PEV.
Observou que a derrota do PSD e do CDS e a perda da maioria absoluta pelos partidos do Governo resultará da luta travada ao longo destes quatro anos e não do que tenha ocorrido na campanha eleitoral. Dessas lutas, os trabalhadores e a população conhecem aqueles que hoje estão na CDU, uma força sempre presente, tanto nas empresas, quando trabalhadores exigiam salários melhores e garantia de direitos, como junto da população que se batia contra o encerramento de um Centro de Saúde, uma escola ou um tribunal.
«Quem teme o crescimento da CDU?» Para Jerónimo de Sousa, quem tem motivos para isso são os grupos económicos e os banqueiros, porque o PCP e o PEV podem bulir com os seus interesses.
O dirigente comunista voltou a lembrar que o PS «desistiu» e não veio ao combate contra o Governo PSD/CDS.
«Nós não desistimos de Portugal e acreditamos nos portugueses», enquanto os partidos da troika «acreditam mais na União Europeia e no FMI». Sob fortes aplausos, Jerónimo de Sousa concluiu: «Nós estamos do lado certo!»
Apelou a que, «mesmo aos que ainda pensam que não vale a pena», se recorde que «é possível romper com esta política e dar força à CDU». Aos «desiludidos e desencantados» o Secretário-Geral do PCP disse que «são bem-vindos ao lado certo». Aos que enchiam o salão da «Voz do Alentejo», reafirmou que «com este trabalho e este projecto, vale a pena» todo o empenho para garantir o reforço da CDU nas eleições de domingo.
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