quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

BES - "Cada vez mais se torna claro quem andou a viver acima das possibi...

Vergonha nacional

                                                         
Os recentes acontecimentos na área da Saúde constituem um atentado aos direitos humanos e um crime que nos envergonha como País europeu, quer pelas repetidas ocorrências de vítimas mortais nos serviços de urgências hospitalares, quer pela displicência com que os responsáveis pelo ministério da Saúde tentaram atabalhoadamente explicá-las invocando razões que a razão desconhece.
A gestão do Serviço Nacional de Saúde deve pautar-se por critérios de exigência e bom senso, pois a Saúde, bem essencial ao ser humano, não pode ser encarada como mero negócio sujeito às leis do mercado da oferta e da procura e nem todos têm a disponibilidade de alguns para acederem aos serviços privados.
A situação atual tem causas e autores e nas primeiras radicam a falta de investimento pelo atual e anteriores governos na área, o encerramento indiscriminado de valências hospitalares, Centros de Saúde e suas extensões, a falta de médicos de família, a eliminação de camas nos hospitais, o constante aumento das taxas moderadoras, a emigração de milhares de profissionais, médicos e enfermeiros, deixando os que cá permanecem a braços com condições de trabalho degradantes e sem poderem prestar cabalmente os cuidados médicos a que constitucionalmente os utentes têm direito; em relação aos autores, eles situam-se na equipa liderada pelo ministro que se encontra refém da ministra das finanças e das orientações governativas não permitindo exercer o mandato a que está obrigado e, nessa conformidade, resta-lhe um honesto pedido de demissão, pois está a contribuir para a destruição do Serviço Nacional de Saúde com as danosas consequências que daí advêm para toda a população portuguesa cumulativamente enfrentando uma crise que não provocou e cujos custos continuam a ser injustamente repartidos e agravados na área da Saúde em virtude de todos os obstáculos colocados no acesso à prestação de cuidados médicos no Serviço Nacional de Saúde, provocado o falecimento de muitos utentes.
A figura triste representada pelo ministro ao afirmar e depois desmentir que tinha solicitado a colaboração do sector privado para disponibilizar camas, facto negado por um dos administradores da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada que afirmou não ter conhecimento de qualquer pedido nesse sentido e do secretário de estado a tentar passar atestado de menoridade aos que com toda a razão protestam, ficando ele com essa classificação, revela bem o estado a que chegou a gestão do Serviço Nacional de Saúde que deixou de ser criteriosa para se tornar medíocre e criminosa, O atual governo preocupa-se mais com os mercados e os números e menos ou nada com as pessoas, pois é exatamente quando tudo falta que devem ser valorizadas as áreas socialmente imprescindíveis, as Funções Sociais do Estado, aliás, como a Constituição da República Portuguesa assim determina, porque foi edificada por pessoas com outra visão do ser humano.

A mudança de políticas tornou-se uma exigência nacional pois, em última análise, foi com elas que o País chegou ao estado em que se encontra e os portugueses vão ser chamados brevemente, pois por inoperância do mais alto magistrado da Nação não tem sido possível fazê-lo antes, a exercer um dever cívico que, no momento atual, reveste-se de primordial importância e requer profunda meditação e cuidado nas escolhas a seguir para não entrarmos noutro ciclo infernal como o que nos atingiu nos últimos anos. Apesar da gravidade da situação é possível e desejável encarar o futuro com confiança, pois não estamos condenados a viver num País com portugueses de primeira e de segunda. 

Iniciativas


A Direcção da Organização Regional do Porto do PCP divulga e apela à participação nas seguintes iniciativas que irá promover:

Acto evocativo da Revolta de 31 de Janeiro de 1891
Sábado, dia 31, 10 horas, cimo da rua 31 de Janeiro, Porto

Comemoração do 84º aniversário do Avante!
Inauguração de exposição evocativa, seguida de debate com a participação de Manuel Rodrigues, membro da Comissão Política do CC do PCP e director do Avante!
Dia 11 de Fevereiro, 18 horas, Centro de Trabalho da Boavista

Sessão Pública do PCP
Com intervenção de Jerónimo de Sousa, seguida de debate.
Dia 14 de Fevereiro, 15 horas, Auditório Municipal de Gaia

Comício de aniversário do PCP
Dia 14 de Março, 15 horas, Pavilhão da Escola Carolina Michaelis, no Porto

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A Saúde é um direito, não é um negócio

Acção sobre o Serviço Nacional de Saúde "SNS: direito de todos e não negócio de alguns"
Este é o resultado da política de direita executada por sucessivos governos do PS, PSD e CDS com o objectivo de transferir a prestação de cuidados realizados pelo Serviço Nacional de Saúde para o sector privado. A situação verificada põe em causa o direito à saúde e é consequência das políticas restritivas que têm vindo a ser implementadas nos últimos anos. É urgente o reforço de meios, nomeadamente pela contratação a tempo inteiro dos profissionais necessários – médicos, enfermeiros, assistentes operacionais - recusando soluções precárias com a contratação de serviços a empresas para garantir a resposta necessária a todos os utentes e a defesa do Serviço Nacional de Saúde, contra a política de saúde criminosa que este governo tem protagonizado. Encerramento de valências Hospitalares (maternidades, serviços de urgência e outras) Encerramento de Serviços de Proximidade (Centros de Saúde, Extensões de Saúde, SAP, SASU). Saúde mais cara e menos acessível à população. Falta de auxiliares, assistentes, enfermeiros, médicos e outros terapeutas. Macas de ambulâncias retidas nos hospitais para resolver o problema da falta de camas. Caos nas urgências, com tempos de espera superiores aos limites de segurança do utente, com pessoas que morrem ou agravam o seu estado de saúde à espera de ser atendidas. direito de todos e não negócio de alguns Serviço Nacional de Saúde e pretende aderir ou colaborar com o PCP, preencha os seguintes dados para entrarmos em contacto consigo.
O PCP apela às populações e aos profi ssionais do sector para que lutem em defesa do direito constitucional à saúde, em defesa do Servi- ço Nacional de Saúde, cuja garantia exige a demissão do governo, a ruptura com a política de direita e a concretização de uma política patriótica e de esquerda. Há alternativa - Reforçar o Serviço Nacional de Saúde O PCP considera que é necessário e possível o reforço do Serviço Nacional de Saúde e do seu carácter universal, geral e gratuito. Esta é a única forma de assegurar o real acesso de todos os utentes a cuidados de saúde de qualidade. Por isso, defendemos: gestão pública eficiente, transparente, participada e articulada entre cuidados primários e cuidados hospitalares; eliminação das taxas moderadoras; dotação do SNS dos meios humanos, financeiros, técnicos e logísticos necessários ao seu eficaz funcionamento; fim do modelo de gestão «Hospital Empresa», EPE, as famosas PPP’s que custam milhões aos utentes; fim de todas as formas de emprego precário no sector e a aplicação do vínculo público de nomeação e das carreiras profissionais; reforço do investimento nos cuidados de saúde primários, com o objectivo de dotar todos os utentes do seu médico e enfermeiro de família; criação do Laboratório Nacional do Medicamento; garantia do transporte gratuito dos doentes não urgentes; revogação da portaria 82/2014 e a realização de uma verdadeira reorganização hospitalar que vá ao encontro das necessidades dos utentes
Quarta, 21 Janeiro 2015 19:22
imagemA DORP do PCP inicia esta quinta-feira, por todo o distrito, uma campanha de esclarecimento e mobilização para denunciar a degradação do SNS na região. 
No folheto que será distribuído aos utentes do SNS, esclarece-se que que o direito dos cidadãos à saúde está em causa em resultado "da política de direita executada por sucessivos governos do PS, PSD e CDS", pelo que se exige um urgente reforço de meios para garantir a resposta necessária a todos os utentes e se apela à luta das populações e profissionais do sector em torno da defesa do Serviço Nacional de Saúde.

Em defesa do sector leiteiro

Nota do Gabinete de Imprensa dos Deputados do PCP ao PE, Bruxelas

Em defesa do sector leiteiro e da produção nacional


Esta medida apenas pretende satisfazer os objectivos dos grandes países produtores e da grande indústria transnacional de produtos lácteos.
Com o fim deste mecanismo é toda uma fileira que pode estar em causa. A completa liberalização do sector, decidida pela UE e perante a passividade dos governos do PSD-CDS e PS poderá gerar uma situação verdadeiramente liquidatária do que resta deste sector fundamental para a produção nacional, aumentando ainda mais o nosso défice produtivo e a dependência face ao exterior.
Os deputados do PCP no Parlamento Europeu, desde a primeira hora, tudo fizeram para contrariar mais esta decisão profundamente lesiva dos interesses nacionais, dos interesses dos produtores e dos consumidores portugueses. E, ao contrário de outros, não desistem nem baixam os braços!
Por iniciativa dos deputados do PCP no Parlamento Europeu, deputados de vários países e grupos políticos estão a promover uma Declaração Escrita dirigida à Comissão Europeia exigindo:
- A manutenção do sistema de quotas no sector e a revogação da decisão de terminar este sistema já em 2015.
- O estabelecimento de um volume de produção que ajuste a oferta à procura e o estabelecimento de um mecanismo de atribuição do direito à produção para corrigir as situações de discriminação actual.
- E medidas para parar as operações de dumping entre os Estados-Membros, bem como a necessidade de criar instrumentos de regulação dos mercados, garantindo preços justos à produção, tendo em conta o custo dos insumos e dos preços ao consumidor, a fim de garantir uma distribuição justa do valor adicionado ao longo da cadeia de valor acrescentado do sector e evitando a concentração e intensificação da produção adicionada.
A Declaração Escrita foi subscrita por 11 deputados, oriundos de 3 Grupos Políticos e de 9 Estados-Membros: Portugal, Espanha, França, Bélgica, Irlanda, Holanda, Alemanha, República Checa e Finlândia.
Declaração Escrita
1. Nos últimos anos, dezenas de milhares de produtores de leite em toda a UE foram forçadas a abandonar a produção.
2. A situação crítica que atravessa este sector é inseparável da completa liberalização do sector do leite e as soluções apresentadas até à data para combatê-las são manifestamente insuficientes.
3. A Comissão é, portanto, chamada a considerar a necessidade e a urgência: da manutenção das quotas leiteiras, revertendo a decisão de terminar em 2015 e para aumentá-la gradualmente até essa data; de estabelecer um volume de produção para ajustar a oferta à procura e estabelecer um mecanismo de atribuição do direito à produção para corrigir as situações de discriminação atual adotar medidas para parar as operações de dumping entre os Estados-Membros, bem como considerar a criação de instrumentos de regulação dos mercados, garantindo preços justos à produção, tendo em conta o custo dos insumos e dos preços ao consumidor, a fim de garantir uma distribuição justa do valor adicionado ao longo do cadeia de valor acrescentado do sector e evitando a concentração e intensificação da produção adicionada.
4. Esta declaração, juntamente com os nomes dos signatários, será encaminhada para a Comissão.

Encontro com a Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal