domingo, 24 de abril de 2016

Em visita ao Alentejo

Secretário-Geral visita OVIBEJA

Secretário-Geral visita OVIBEJA


A convite da Comissão Organizadora da OVIBEJA, Jerónimo de Sousa visitou a já designada grande feira do Sul. Uma visita onde contactou com centenas de expositores e muitos visitantes que não pouparam mensagens de confiança e muitos afectos, em que nem faltou no pavilhão dedicado ao Cante Alentejano uma moda do grupo de cantadores do “Desassossego”.
Em declarações à imprensa o Secretário-Geral sublinhou que "nesta região tão fustigada pela desertificação, pelo desemprego e pela emigração, um distrito cheio de potencialidades precisa muito de investimento e sem investimento público não há condições para o desenvolvimento" mostrando preocupações com "as medidas que impedem o investimento público, o desenvolvimento do aparelho produtivo e produção nacional".
Numa jornada positiva e de afirmação do PCP e das suas propostas para um Alentejo com futuro, Jerónimo de Sousa deixou uma mensagem de esperança considerando que "Portugal não está condenado ao declínio".

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Solidariedade internacionalista

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP

Jornada Mundial de Solidariedade com a Venezuela - PCP reafirma apoio à luta do povo venezuelano e exige o fim das ameaças e ingerências externas

Jornada Mundial de Solidariedade com a Venezuela - PCP reafirma apoio à luta do povo venezuelano e exige o fim das ameaças e ingerências externas
O PCP reafirma a sua solidariedade à Revolução Bolivariana e ao povo venezuelano e condena a campanha de desestabilização e agressão orquestrada pelo imperialismo norte-americano contra a soberania e a independência da Venezuela. Uma campanha que se insere na acção de ingerência e crescentes ameaças à soberania e direitos dos povos na América Latina promovidas pelos Estados Unidos com o objectivo de restaurar a sua hegemonia neste sub-continente.
Associando-se à Jornada Mundial de Solidariedade com a Venezuela – que hoje se assinala –, o PCP sublinha a importância do processo bolivariano e das conquistas alcançadas na Venezuela, em 17 anos de intensas lutas e grandes jornadas de mobilização popular, e do seu contributo para as mudanças e avanços progressistas que tiveram lugar nos últimos anos na América Latina e Caraíbas.
Um percurso em que as massas populares e as forças revolucionárias e progressistas venezuelanas enfrentaram a permanente campanha desestabilizadora da oligarquia enfeudada à agenda subversiva delineada em Washington, que não hesita em recorrer à violência – como no derrotado golpe de Estado de 2002 – e à guerra económica contra o processo bolivariano.
Neste contexto, assume especial gravidade a recente decisão da Administração Obama de renovar a “Ordem Executiva” de 2015 que, inaceitavelmente, considera a Venezuela uma «ameaça incomum e extraordinária» para a «segurança nacional e a política externa dos Estados Unidos» e amplia as sanções e ameaças dirigidas contra aquele país. No mesmo sentido, enquadram-se recentes apelos na imprensa norte-americana a uma “intervenção política” contra a Venezuela, a pretexto da aplicação da famigerada “Carta Democrática” da OEA.
Sublinhando a necessidade de denunciar e desmascarar as manobras em curso contra a Republica Bolivariana da Venezuela e reafirmando o direito do povo venezuelano a decidir soberanamente sobre o seu destino, o PCP solidariza-se com o governo constitucional do Presidente Nicolás Maduro, o PCV, o PSUV e demais forças que defendem as conquistas e avanços alcançados e seu aprofundamento em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo venezuelanos.
Cientes das complexas ameaças e dificuldades enfrentadas pela Venezuela – acentuadas pela baixa provocada das cotações internacionais do petróleo e os efeitos económicos decorrentes da crise estrutural do capitalismo –, mas confiando em que pela resistência e luta das forças revolucionárias e patrióticas venezuelanas se poderão travar os intentos daqueles que querem reverter o processo bolivariano, o PCP apela à solidariedade com a Venezuelana bolivariana, pela liberdade, soberania e emancipação social, a paz e cooperação entre os povos.

Preparando o XX Congresso

INTERVENÇÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA, SECRETÁRIO-GERAL, REUNIÃO REGIONAL DE QUADROS SOBRE O XX CONGRESSO

"A reflexão e discussão do Congresso têm de se ligadas à vida, à nossa acção e luta"

Camaradas,
O Comité Central na sua reunião de 4 e 5 de Março, para além da data e do local da realização do Congresso, da definição do lema «Com os trabalhadores e o povo - democracia e socialismo», definiu o andamento da sua preparação designadamente quanto à metodologia, ao faseamento e aos objectivos, sublinhando na sua resolução a necessidade de criar condições para uma maior e mais ampla participação do colectivo partidário.
No quadro da intensa actividade em que estamos envolvidos com um calendário de iniciativas da acção, intervenção e reforço da organização, numa situação política e social complexa e exigente, não podemos nem devemos «fechar para Congresso», nem o devemos secundarizar.
A reflexão e discussão do Congresso têm de ser ligadas à vida, à nossa acção e luta quotidianas e à realidade em que nos movemos que não deve ficar só pela interpretação e análise, mas para a sua transformação.
Avançou o Comité Central com um conjunto de matérias centrais para o debate inicial relativo ao conteúdo das Teses - Projecto de resolução política, que devem constituir a base para a reflexão e discussão das organizações e militantes do Partido. São, não um trabalho acabado mas elementos indicativos para encetar a elaboração do documento.
Não partimos do «zero» nem do «digam lá». Temos um Programa do Partido «Uma democracia avançada - os valores de Abril no futuro de Portugal» e os Estatutos do Partido que foram alterados e aperfeiçoados em anteriores Congressos. O Comité Central considerou responderem às necessidades actuais, a par do nosso inigualável património de acção, aprendendo com o pulsar da vida e da luta.
Dir-se-á que o Congresso ainda está longe. Mas no PCP não é assim, os três dias de Dezembro são o culminar de um grande trabalho de preparação, de envolvimento e participação dos membros e das organizações do Partido, que começou já no início de Março com a aprovação da Resolução do Comité Central.
Estamos já na primeira fase de preparação do Congresso em que até final de Maio se fará a discussão colectiva em todo o Partido sobre as questões fundamentais a que o Congresso deve dar resposta, sobre as matérias estruturantes a integrar nas Teses-Projecto de Resolução Política, que serão elaboradas na segunda fase até Agosto. Seguir-se-à a partir de Setembro, com a terceira fase, a eleição dos delegados que representarão as organizações no Congresso e a discussão com a contribuição aberta a todos os militantes das Teses-Projecto de Resolução Política a levar ao Congresso o documento que integrará a análise e as orientações para a intervenção futura.
Neste processo a reflexão e contribuição individual é da maior importância, neste grande colectivo partidário que somos, neste Partido que pelo seu ideal e projecto, mas também pelo seu incomparável funcionamento democrático, marca a diferença na sociedade portuguesa.
Não estamos perante um projecto acabado, pronto a subscrever e a servir, assim do género da moção intocável e inalterável do chefe, ou do candidato a chefe que reduz o militante a mero apoiante.
Diz-nos a experiência que nesta primeira fase surgirá por parte de muitos militantes, em particular muitos que recentemente reforçaram as fileiras do Partido, um certo auto-condicionamento na discussão e a dar contribuição pelo facto de numa intervenção com tempo limitado não ser possível falar do mundo, da situação nacional, expor as suas preocupações ou opiniões sobre a nova solução política, sobre a política alternativa que propomos, sobre o papel crucial da luta de massas e do seu desenvolvimento, do Partido, da sua identidade, do seu projecto, da sua ideologia, do seu reforço orgânico.
Não pode ser uma questão dilemática entre, ou falar de tudo, ou não falar.
A experiência e os ensinamentos que dela resultam demonstram que, por vezes, uma opinião, uma contribuição, por mais singela que seja, comporta uma riqueza indispensável, sem juízos de valor sobre as opiniões, sem rotulagem, sem condicionamentos em relação à crítica construtiva, esta fase em que estamos é um momento de grande importância para enriquecer o colectivo com a nossa contribuição individual. Nesta fase o mais fácil seria porventura termos uma espécie de manual ou um guião para os quadros que vão ter de promover e dirigir reuniões e debates com os militantes. No entanto, o documento do Comité Central comporta elementos indicativos que não erguendo fronteiras nem limites, enquadram e potenciam tanto o debate de questões específicas, como as questões gerais.
É incontornável que no plano nacional se reflicta sobre a nova situação política encontrada, tendo em conta a alteração da relação de forças resultante das eleições de 4 de Outubro e o papel que o nosso Partido teve e que está expressa na «Posição conjunta do PS e PCP sobre solução política».
Sobre essa reflexão julgo ser necessário fazer algumas observações:
Primeiro:
Os trabalhadores e quase todas as camadas e classes sociais anti-monopolistas foram profundamente fustigados pela política de direita durante os últimos anos que tinha como objectivo a exploração e o empobrecimento. Não foi o Governo PSD/CDS que começou, mas foi quem executou com mais gravidade alavancado no Pacto de Agressão troikas.
Quatro anos de retrocesso social e civilizacional. Quatro anos de destruição de emprego, de direitos, de cortes nos rendimentos, nos serviços públicos, de destruição de vidas, de emigração forçada, de destruição do nosso aparelho produtivo, de privatizações.
Os trabalhadores e as populações resistiram. Travaram-se então pequenas e grandes lutas que foram evoluindo para uma tomada de consciência social e política que se traduziu no objectivo da derrota do governo PSD/CDS.
Aliando a luta ao voto, a maioria do povo português derrotou nas eleições legislativas de Outubro os partidos do Governo, deixando-os em minoria.
Segundo:
Alcançado o objectivo e uma nova relação de forças na Assembleia da República não ficámos pela análise. O PS tinha condições para formar Governo estando nós disponíveis para trabalhar em medidas de reposição de salários e direitos, defender os serviços públicos, travar as privatizações.
Desse nosso empenhamento resultou a «Posição conjunta do PS e PCP sobre solução política».
Terceiro:
O grau de convergência expresso na posição conjunta definiu, e define, o grau de compromisso do PCP.
Quarto:
O alcance limitado e insuficiente da posição conjunta não pode, no entanto, levar à desvalorização do que foi alcançado e incluindo no Orçamento do Estado de 2016, para além de medidas aprovadas por iniciativa do PCP na Assembleia da República.
A reacção zangada e vingativa do PSD e do CDS, e do então Presidente da República, foi a prova provada de que tinha valido a pena, tal como a pressão, a ameaça velada, a chantagem de novo da União Europeia e do FMI.
Aí estão! Veio esta semana a público mais um relatório resultante da estadia da troika no nosso País em Janeiro passado. Quais são as suas preocupações? Reconhecem que quase 50% dos trabalhadores portugueses vivem com o salário mínimo nacional ou até abaixo, para concluírem que o pequeno aumento alcançado não deveria ter acontecido. Tal como discordam da reposição de salários e direitos expressos no Orçamento de Estado de 2016.
Aplaudiram e pressionaram para que milhares de milhões de euros fossem tapar os desmandos da banca e dos banqueiros. Mas criticam o agravamento da dívida pública e os pequenos passos e avanços sociais verificados.
Há quem considere que o discurso radical não resolve nada. Podemos estar de acordo. Mas o que não resolve coisa nenhuma é a posição submissa perante os que não admitem o direito e a soberania do povo português ao desenvolvimento económico e à justiça social.
Quinto:
Temos a consciência que o Governo PS se auto-limita e entra em contradição quando afirma a necessidade de interromper o rumo de exploração e de empobrecimento e ao mesmo tempo aceita os constrangimentos, as regras, os tratados e políticas da União Europeia que impedem o nosso desenvolvimento económico soberano.
Sem ruptura com esses constrangimentos e instrumentos que nos amarram de pés e mãos, sem uma política alternativa, patriótica e de esquerda que o PCP propõe, não há solução duradoura. A seriedade e a frontalidade do PCP em todo este processo mantém-se da nossa parte, não esquecendo nunca que o nosso principal compromisso é com os trabalhadores e o povo português.
Camaradas,
Num quadro político social e internacional de grande exigência e complexidade, numa relação de forças desfavorável às forças progressistas, aos trabalhadores e aos povos, num tempo em que prevalece o mediático e a espuma dos dias, a questão do reforço do Partido, da sua intervenção social e eleitoral deve constituir uma questão central a debater no Congresso.
Reforço do Partido que passa pela adesão de novos militantes e pela sua integração nas organizações do Partido.
Reforço do Partido com a finalização de acção de contacto com os membros do Partido criando melhores condições para uma maior, mais profunda e mais intensa acção política.
Reforço do Partido que é dar mais força à luta de massas e à intervenção política, estruturar a organização e melhorar o seu funcionamento, dando prioridade ao reforço da organização e intervenção do Partido junto da classe operária e dos trabalhadores, nas empresas e locais de trabalho, dinamizando as organizações locais, estruturando o trabalho junto de outras camadas, sectores sociais e áreas de intervenção específicas, assumindo iniciativas como a Campanha Nacional sobre os direitos dos trabalhadores «Mais direitos, mais futuro. Não à precariedade» e à acção junto dos reformados e pensionistas pela defesa e melhoria dos seus direitos e condições de vida que iniciámos esta semana.
Reforço do Partido que é dinamizar a divulgação da imprensa partidária, e a informação e a propaganda, que é concretizar a campanha de difusão do Avante! iniciada no mês de Fevereiro.
Reforço do Partido que é defender e reforçar a sua independência financeira, que passa pelo pagamento regular e actualização do valor das quotas e em que se integra a Campanha Nacional de Fundos para o alargamento do terreno da Festa do Avante!reforço do Partido que significa também a preparação da Festa de Avante! deste ano, a 40ª Festa!
Ao longo deste ano associaremos a preparação do Congresso a uma intensa acção política e de massas. Vamos construir o êxito do XX Congresso com a participação do colectivo partidário, sentindo e agindo com o pulsar da vida e da luta de todos os dias.
Neste tempo exigente, com a força da organização, da militância, do seu ideal e projecto, em estreita ligação com os democratas e patriotas, os trabalhadores, a juventude, o povo português, o PCP toma a iniciativa e avança nesta luta que continua por uma política patriótica e de esquerda, por uma democracia avançada, inspirada nos valores de Abril, por um Portugal com futuro, pelo socialismo e o comunismo.
Congresso que visa reforçar a nossa unidade e coesão, a nossa organização, a nossa luta organizada, que nos dará novas ferramentas para concretizar os objectivos a que nos propomos, alicerçado nesse património imenso deste Partido de 95 anos de história.
Congresso ligado à vida!
Devíamos estar animados por esta ideia! Que contribuição posso dar para ter um Partido mais forte mais influente?

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Actividade partidária

PCP com os trabalhadores da Portway
Terça, 19 Abril 2016 16:17
20160419_portwayOs deputados do PCP - Jorge Machado e Diana Ferreira - acompanhados por Silvestrina Silva, da DORP, estiveram ontem com os trabalhadores da Portway que têm em curso um processo de luta contra um despedimento colectivo injusto desnecessário e inaceitável.
 
PCP visita Escola D. Dinis, em Santo Tirso
Segunda, 18 Abril 2016 14:24
20160418_anavirginiaUma delegação do PCP – integrando a deputada Ana Virgínia Pereira, Jaime Toga, da Comissão Política do CC do PCP, José Alberto Ribeiro e Augusta Carvalho, da Comissão Concelhia de Santo Tirso do PCP – visitou hoje a Escola D. Dinis, em Santo Tirso, e reuniu com a direcção daquele Agrupamento.
Integrando no trabalho regular de contacto com as populações e instituições das região, a delegação do PCP visitou as instalações que receberam recentemente obras profundas de remodelação, constatando a melhoria das condições de funcionamento, apesar de não estarem assegurada a totalidade dos equipamentos necessários nas salas de aula e noutros espaços da escola.

O nosso XX Congresso em preparação

Jerónimo de Sousa em discussão preparatória do XX Congresso do PCP
Terça, 19 Abril 2016 20:00
20160419_reuniaoquadrosRealizou-se hoje uma reunião regional de quadros no âmbito da preparação do XX Congresso do PCP, que contou com a presença de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP.
A sessão, em que participaram cerca de 300 militantes, procurou corresponder ao objectivo de aprofundar a discussão colectiva em todo o Partido das questões fundamentais a que o Congresso deve dar resposta, sobre as matérias estruturantes a integrar nas Teses – Projecto de Resolução Política, a partir das questões e tópicos e das linhas de orientação inscritos na Resolução do Comité Central aprovada na reunião de 4 e 5 de Março.


Defendamos a nossa Constituição

                       A Constituição da República Portuguesa faz 40 anos
Cumprem-se neste mês de Abril 40 anos sobre a data da aprovação da Constituição da República Portuguesa na Assembleia da República com um dos mais belos e progressistas textos constitucionais do mundo, pois A Lei Fundamental, resultante da Revolução do 25 de Abril de 1974, foi portadora dos princípios e valores da liberdade alcançada, correspondeu aos mais profundos anseios do povo português e consagrou as transformações operadas no decorrer do processo revolucionário.
A Constituição é, ela própria, uma das conquistas fundamentais da Revolução de Abril e sobre ela disse Álvaro Cunhal que é um "testemunho da História e fiel retrato da Revolução portuguesa".
É esse acto fundador da democracia portuguesa que aqui lembro hoje para celebrar uma das mais avançadas e progressistas constituições que o século XX havia de conhecer e que constitui ainda hoje um suporte fundamental e indispensável na regulação da nossa vida democrática, mas igualmente um sustentáculo que reforça a legitimidade da luta, dos anseios e aspirações dos trabalhadores e do povo a uma vida melhor, num País atrasado e socialmente injusto que foi anteriormente governado durante quarenta e oito anos por uma ditadura fascista, criminosa e opressora.
Foi essa luta fortalecida e cimentada na aliança Povo/MFA que colocou em marcha as grandes transformações que conduziram à liquidação do capitalismo monopolista de Estado, nacionalizou monopólios, realizou a reforma agrária entregando a terra a quem a trabalha, construiu o Poder Local democrático, conquistou direitos para os trabalhadores e para as populações, liquidou o colonialismo e assumiu a liberdade em toda a sua plenitude.
Neste texto de celebração, não posso deixar de prestar homenagem aos deputados constituintes que, com o seu honroso trabalho, deram forma ao texto constitucional, aos militares de Abril que, arriscando as suas vidas, devolveram a dignidade e a liberdade ao povo português e a todos quantos na noite escura fascizante com a sua luta abriram o caminho para a libertação, nomeadamente muitos militantes do PCP na clandestinidade que sacrificaram as suas vidas pela democracia e por um País novo, em fidelidade aos seus princípios, identidade e projecto político.
A nossa Constituição teve e tem desde o momento da sua construção os seus inimigos como se tornou evidente no decorrer destes quarenta anos da sua vigência, nomeadamente as forças conservadoras e retrógradas, políticas e sociais, os grandes interesses económicos e financeiros, que tudo tentaram com as revisões constitucionais para descaracterizá-la do seu conteúdo progressista, dando azo aos processos de privatizações selvagens, de alienação da nossa soberania e do corte de direitos laborais e sociais, inclusive, fazendo crer à população que foram a Constituição e o próprio Tribunal Constitucional os culpados pelos malefícios que atingiram a nossa sociedade com a crise e não as políticas de direita postas em prática, passando um atestado de menoridade aos cidadãos.

No entanto e apesar destas tentativas de ataque à Constituição, ela mantem-se nos seus aspectos fundamentais, nomeadamente nos planos laboral e social, o que nos deverá convocar para a sua celebração com confiança no futuro e no projecto de democracia que ela encerra, contrariando assim os planos de todos aqueles que pretendam ou possam vir a pretender retirar-lhe valências, pois o Portugal de Abril não o consentirá, ela é nossa e vamos defendê-la.

Novo Centro de Trabalho

INTERVENÇÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA, SECRETÁRIO-GERAL, VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO

"Uma política patriótica e de esquerda é possível em Portugal"


No acto de abertura do novo Centro de Trabalho em Vila Real de Santo António, Jerónimo de Sousa sublinhou que o PCP exige "ao Governo português que seja firme na defesa dos interesses nacionais e afirme o direito do povo português de construir o seu próprio futuro de forma independente e soberana".
O Secretário-Geral afirmou que "a situação política nacional não vai ser nada fácil, a Comissão Europeia e o FMI estão determinados a que abdiquemos da nossa soberania, estão determinados a que sejam eles a mandar, aqui, em Portugal como força ocupante. Não é com radicalismos vocais nem com cedências que nós encontramos solução para os problemas nacionais".
"Nós temos soluções, Portugal tem recursos e potencialidades mas é preciso uma política diferente, uma política patriótica e de esquerda, uma política que considere que a solução para os grandes problemas nacionais passa por uma outra política económica assente no desenvolvimento do aparelho produtivo, mesmo em relação à dívida que hoje nos afoga, só produzindo mais é que nós devemos menos, mas só produzindo mais é que criamos mais empregos e uma melhor distribuição da riqueza produzida, só respeitando os direitos de quem trabalha, ou de quem trabalhou uma vida inteira, se consegue uma evolução positiva na situação económica, só defendendo os serviços públicos conseguimos dar passos adiante na justiça social. Sim, uma política patriótica e de esquerda é possível em Portugal!" disse.