quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Paz precisa-se
Uma vitória com alto significado
Passados quase seis anos, a guerra síria custou mais de 312.000 vidas,
metade das quais civis, segundo dados proporcionados pelo Observatório Sírio
para os Direitos Humanos.
A resolução 2139 adoptada pelo Conselho de Segurança da ONU em 22 de
Fevereiro de 2014 apelou a todas as partes do conflito sírio para respeitarem
as leis humanitárias internacionais e, por consequência, a protecção dos civis
que não participavam nas hostilidades.
Dividida em duas partes desde 2012, a população de Alepo oriental ficou
sob as leis, nem sempre unânimes, dos diferentes grupos opositores, tendo a Amnistia
Internacional denunciado, num relatório do passado mês de Julho, os crimes de
guerra cometidos por várias facções rebeldes.
Enquanto os grandes meios de comunicação social de todo o mundo vão
transmitindo os mais apocalípticos cenários em relação à administração Trump, a
criminosa administração Obama encerrou o mandato radicalizando a sua política
externa, incluindo com o fornecimento de sofisticado armamento aos terroristas
a quem sempre chamou de oposição ao governo sírio.
Apesar da abstenção sobre a resolução da ONU quanto aos colonatos
israelitas, a «tentativa» gorada de eliminar o bloqueio económico a Cuba, da
entrega do território de Guantánamo, ilegalmente ocupado, do apoio ao regime
pró nazi da Ucrânia e à invasão da Síria, dois países soberanos hoje em ruínas,
com centenas de milhares de mortos civis e uma onda de refugiados, nunca vista
após a II Grande Guerra Mundial, tornam o Nobel da paz Obama como alguém que deixa
um rasto de destruição, agressão e guerra ainda pior do que o dos seus
antecessores.
O seu sucessor na Casa Branca afirmou há dias que «Nós cessaremos de
correr para o derrube de regimes estrangeiros de que não sabemos nada, com os
quais não deveríamos estar envolvidos. O nosso foco, ao invés, deve ser
derrotar o terrorismo e destruir o ISIS, e nós o faremos. Não queremos ter
forças armadas esgotadas porque estamos por toda a parte a combater em áreas
que não deveríamos estar a combater. Não vamos ser esgotados nem mais um
minuto... Construiremos nossa força militar não como um acto de agressão, mas
como um acto de prevenção. Em suma, procuramos a paz através da força».
Não devemos também esquecer que as potências europeias e a Turquia,
interessadas e apoiantes desta política, tiveram papel preponderante na guerra
da Síria com destaque para a França e a Alemanha que disponibilizaram armamento
sofisticado, inclusive aviões, à Arábia Saudita, a monarquia feudal que ambiciona
o domínio na zona do golfo e contribuiu para o agravamento das hostilidades na
Síria.
A completa libertação de Alepo do domínio terrorista, constitui, pois, um
acontecimento militar e político internacional de grande alcance e significado,
colocando em destaque a política hegemonista e militarista do imperialismo,
apoiada pela União Europeia, via NATO.
Diversos vídeos foram compartilhados na internet mostrando cidadãos de
Alepo comemorando nas ruas com bandeiras do país e retratos do presidente
Bashar al-Assad e a agência estatal de notícias Sana também divulgou um vídeo
em que Assad cumprimenta os militares após a libertação da cidade.
Conforme as tropas oficiais foram avançando com a operação, o governo
confiscou depósitos de alimentos e, de acordo com o canal de televisão libanês
al-Mayadeen, os alimentos encontrados nos depósitos são de origem estadounidense
e turca e eram fornecidos a partir dos Estados Unidos e Turquia para os terroristas
que controlavam a zona, enquanto parte da população ficava sem comida.
Alepo é uma lição para o imperialismo, mas constitui um dever de todo o
cidadão condenar sem hesitações este e outros crimes idênticos e desmascarar os
seus verdadeiros responsáveis, que violam os direitos humanos e atentam contra
a soberania e independência dos povos, colocando em sério perigo a Paz Mundial.
O futuro está no socialismo
A actualidade do socialismo
- Categoria: Opinião
- Publicado em sexta, 16 dezembro 2016 18:44
- Escrito por Manuel Villas Boas
Com o derrube do Muro de Berlim e o fim da URSS vieram a confirmar-se as teses marxistas-leninistas que nos alertaram sobre a impossibilidade da existência do capitalismo de características humanistas, pois os avanços sociais e civilizacionais conquistados pelos povos foram somente obtidos à custa de duras lutas e sacrifícios, conforme ficou bem expresso na Revolução Socialista de Outubro.
O decorrer do tempo mostrou e mostra claramente que não é com a social-democracia, a sua ideologia preconceituosa, o seu discurso calunioso e a incapacidade de solucionar os problemas dos povos, que a humanidade conseguirá atingir os merecidos patamares de justiça social e desenvolvimento económico, dadas as constantes cedências e compromissos com a exploração, a corrupção, o militarismo e o imperialismo, de que são exemplo os países saídos do socialismo, hoje entregues ao neoliberalismo, protagonizando as maiores desigualdades e regressão civilizacional.
Nesses países o neoliberalismo apoderou-se das instituições culturais e artísticas, escolas e universidades, submetendo-as à mercantilização e até ao domínio de ideologias de extrema-direita ou mesmo de cariz neonazi, com o apoio e a complacência da União Europeia e dos Estados Unidos.
Todos nos lembramos do derrube do Muro de Berlim e da atitude traiçoeira de Gorbatchov, ao citar Lenine para melhor destruir o seu partido, assumindo-se depois como social-democrata e confessando serem aquelas citações uma estratégia. Inesquecível o seu discurso no 70º aniversário da Revolução de Outubro, onde caracterizou a industrialização socialista, a colectivização da agricultura e a revolução cultural como acontecimentos de dimensão histórica para o reforço da potência soviética, para mais tarde renegar o que dizia defender, tornando-se hoje uma figura não grada no seu próprio País e utilizando guarida no terreno do anterior adversário.
O resultado está à vista, vivemos hoje as consequências desses acontecimentos, a social-democracia rendida ao neoliberalismo fascizante e ao imperialismo, o planeta a enfrentar guerras de agressão, crises económicas, tragédias sociais e humanitárias e o perigo de uma confrontação global.
Erich Honnecker, antigo dirigente da Alemanha Oriental, afirmou nas suas memórias que «A queda da RDA atingiu-me duramente, mas, tal como muitos outros companheiros de luta, não perdi a convicção de que o socialismo é a única alternativa para uma sociedade mais humana e mais justa. Desde a existência do capitalismo que os comunistas pertencem aos perseguidos neste mundo, mas não pertencem aos sem futuro. Hoje é considerado moderno etiquetar comunistas íntegros de estalinistas».
Na RDA havia 9,5 milhões de postos de trabalho, mas a desindustrialização destruiu metade, sendo os trabalhadores sacrificados ao lucro que encheu abundantemente os bolsos do grande capital e muita gente viu-se na pobreza e em situação de necessidade em consequência desta barbaridade.
Com a destruição do socialismo na Europa, o mundo tornou-se completamente caótico e desorientado e o imperialismo, autoproclamando-se de polícia do mundo e paradigma da democracia, actua na conquista de novas posições geoestratégicas, tentando impor uma nova ordem mundial, invadindo, matando e destruindo a golpes de bombas e mísseis.
A humanidade ou pode ser empurrada para o fim pelo capitalismo ou pode vencê-lo, mas o mais provável é vencê-lo, porque os povos querem viver, usufruir de felicidade e bem-estar e, apesar de todas os escolhos que possam surgir, a sociedade futura será formada com o socialismo.
A humanidade ou pode ser empurrada para o fim pelo capitalismo ou pode vencê-lo, mas o mais provável é vencê-lo, porque os povos querem viver, usufruir de felicidade e bem-estar e, apesar de todas os escolhos que possam surgir, a sociedade futura será formada com o socialismo.
Em 2017, ano em que passam cem anos sobre a Revolução de Outubro, histórico acontecimento que abalou o mundo assente na exploração, mais uma vez tomamos para nós essa responsabilidade de conceber um amplo e diversificado programa comemorativo a iniciar logo em Janeiro e que terá a 7 de Novembro um dos seus momentos altos com a realização do Comício do Centenário, afirmou Jerónimo de Sousa.
«É possível um projecto de desenvolvimento ao serviço do País e do povo».
Americanices
A oeste nada de novo
- Categoria: Opinião
- Publicado em sábado, 03 dezembro 2016 19:06
- Escrito por Manuel Villas Boas
Donald Trump vai tomar posse como presidente dos EUA a 20 de Janeiro de 2017, entretanto, com dois meses de antecedência para entrar na Casa Branca, já colocou na página de candidatura um contrato com os americanos para os primeiros cem dias de governação, do qual fazem parte, seis medidas mais emblemáticas contra a corrupção em Washington, sete para proteger o trabalhador americano e cinco para restaurar a segurança e garantir a aplicação da Constituição.
No combate à corrupção, quer «Drenar o pântano» que considera existir em Washington, impondo limites aos mandatos no Congresso, congelando as contratações do Governo Federal e proibindo os membros do Congresso e funcionários da Casa Branca de se tornarem representantes de grupos de interesses por cinco anos.
Relativamente às áreas do trabalho e social, propõe descidas dos impostos pagos pelos trabalhadores da classe média e empresas de pequena e média dimensão, simplificação do sistema de impostos e anulação imediata do plano de reforma do sistema de saúde de Barack Obama, o chamado Obamacare, substituindo-o por Contas Poupança Saúde com simplificação da obtenção dos seguros de saúde; na economia quer, pasmem, mas não se iludam, todos quantos se têm manifestado também na União Europeia contra estes tratados, renegociar o NAFTA, Tratado Norte-Americano de Comércio Livre e abandonar a TPP, Parceria Transpacífica e pretende ainda avançar com o projecto do oleoduto Keystone XL; quanto à emigração, quer construir um muro na fronteira com o México e impor prisão mínima de dois anos aos migrantes ilegais deportados que tentem voltar a entrar nos EUA, expulsar os dois milhões de imigrantes ilegais criminosos, cancelar os vistos dos países que recusem recebê-los e suspender a imigração de regiões propensas ao terrorismo; sobre o ambiente irá revogar as restrições à produção de combustíveis fósseis e cancelar milhões de dólares em contribuições para programas da Organização das Nações Unidas de luta contra as alterações climáticas.
Porém e após estas declarações de intenção, Donald Trump, já veio afirmar que estará aberto a manter algumas das medidas do sistema de saúde de Barack Obama, o tal «Obamacare», contrariando o que havia prometido na campanha eleitoral e constituindo uma surpresa, entre outras, para a equipa de transição de poderes, ou seja, de promessas não cumpridas irá ficar de novo o povo norte-americano, ao qual só restará o caminho da continuação da luta pelos seus direitos e interesses, independentemente de ter um presidente democrata ou republicano.
A este propósito cito algumas ideias expostas por Edward Snowden, o antigo consultor da NSA, National Security Agency americana, e que divulgou e continua a divulgar informações sobre programas de comunicações entre embaixadas norte-americanas em todo o mundo: «Se queremos ter um mundo melhor, não podemos esperar um Obama e não devemos ter medo de um Trump, devemos construí-lo nós mesmos», disse Snowden numa videoconferência entre a Rússia, onde está exilado, e Amsterdão, na Holanda, a propósito da exibição do filme de Oliver Stone sobre o seu caso.
Apesar de classificar a vitória de Donald Trump nas presidenciais «um momento negro» na história dos Estados Unidos, Snowden insistiu que a grande questão é «como defender os direitos de todos, em todo o lado, independentemente das fronteiras».
Edward Snowden revelou em 2013 milhares de documentos classificados sobre a vigilância ilegal em massa pela administração norte-americana de dados privados de cidadãos, após os atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001, situação esta que o colocou na mira das autoridades norte-americanas.
«Este é um momento negro na história do nosso país, mas não é o fim da história. Se trabalharmos juntos, podemos construir algo melhor e ter uma sociedade mais livre e mais liberal para benefício de todos», disse Snowden que os Estados Unidos querem julgar por espionagem e mais acrescentou «É claro que me preocupo com o que me possa acontecer, mas eu sou a parte menos importante disto tudo. Isto não é sobre mim, é sobre todos nós».
Entretanto e em várias cidades norte-americanas, sucedem-se manifestações de revolta pela eleição de Donald Trump.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
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