quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A luta continua

Refer: Unidade e luta dos ferroviários contra o roubo no OE2014

A Célula dos Ferroviários saúda a unidade e a luta dos trabalhadores da REFER que estão hoje a construir uma grande greve contra os roubos previstos no OE2014 e contra a entrada em vigor do DL 133/2013. Num dia em que a circulação ferroviária está reduzida aos ilegais serviços mínimos, fruto da grande adesão à greve, o PCP reafirma o seu compromisso de tudo fazer para derrotar este Governo e esta política, para parar os roubos a quem trabalha e para travar a destruição da economia e da soberania nacional, exige que a Assembleia da República oiça as justas reivindicações dos trabalhadores e apela à intensificação da resistência e da luta!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Internacionalismo

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

15º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários - 8 a 10 de Novembro, em Lisboa


Tem início no próximo dia 8 Novembro, em Lisboa, o 15º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários (15º EIPCO) que será recebido pelo Partido Comunista Português.
É a segunda vez que este Encontro Internacional se realiza em Portugal, sendo que a primeira vez teve lugar em 2006, na sua 8.ª Edição.
A 3 dias do seu início o 15º EIPCO tem já confirmada a participação de mais 70 Partidos Comunistas e Operários oriundos de todos os cinco continentes e de mais 60 de países.
O 15º EIPCO encerrará os seus trabalhos no dia 10 de Novembro. Nesse mesmo dia as delegações presentes em Lisboa participarão, a convite do PCP, no Comício comemorativo do Centenário de Álvaro Cunhal.
O Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários é o mais importante espaço de cooperação entre Partidos Comunistas e Operários no plano mundial e tem como objectivos fundamentais a análise conjunta da situação internacional à luz de um tema previamente definido, a troca de informações e experiências de luta e intervenção, e a definição no plano internacional de linhas de acção comum ou convergente dos Partidos Comunistas e Operários.
O 15º EIPCO terá como tema central “O aprofundamento da crise do capitalismo, o papel da classe operária e as tarefas dos comunistas na luta pelos direitos dos trabalhadores e dos povos. A ofensiva do imperialismo, a rearrumação de forças no plano internacional, a questão nacional, a emancipação de classe e a luta pelo socialismo” e debruçar-se-á ainda sobre aspectos do reforço do processo dos Encontros Internacionais.
O 15º Encontro Internacional deverá aprovar um conjunto de acções comuns ou convergentes dos Partidos Comunistas e Operários que contribuam para o reforço da luta dos trabalhadores e dos povos contra a violenta ofensiva imperialista e que, num quadro de aprofundamento da crise estrutural do capitalismo, afirmem a necessidade de profundas transformações anti-monopolistas e anti-imperialistas e a alternativa de fundo de que os comunistas são portadores – o Socialismo.
Informamos que a comunicação social está autorizada a fazer recolha de imagens do Encontro Internacional no dia 8 de Novembro no início dos trabalhos. Quaisquer pedidos de declarações ou entrevistas ao PCP ou aos delegados ao 15º EIPCO deverão ser solicitadas junto do Gabinete de Imprensa do PCP.

O socialismo democrático



 do Público:

António Costa eleito 
Presidente do Conselho 
da Área Metropolitana de Lisboa

Autarcas da CDU abandonaram reunião.

O PS de António Costa conquistou 6 das 18 Câmaras da Área Metropolitana de Lisboa e António Costa foi eleito Presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa por 9 das 18 autarquias representadas, cujos autarcas permaneceram na reunião após o abandono dos nove presidentes da CDU e decidiram ainda votar as duas vice-presidências do órgão na próxima reunião, marcada para 14 de Novembro.
A CDU voltou a abandonar a reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa e admite recorrer à via judicial para contestar as decisões deste órgão. Os 18 presidentes das câmaras que compõe a Área Metropolitana de Lisboa (AML) nem chegaram a votar em conjunto a presidência e duas vice-presidências do Conselho. A discordância entre os nove autarcas da CDU e os outros nove (seis do PS, dois do PSD e um independente) começou logo na ordem de trabalhos.
A CDU contestou que no primeiro ponto se discutisse o regimento do Conselho, por considerar que deveria ser discutida em primeiro lugar a eleição dos seus dirigentes. António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, que dirigiu os trabalhos, recusou alterar a ordem de trabalhos e a CDU voltou a abandonar a sala, como já aconteceu na semana passada.
À margem da reunião, Carlos Humberto, presidente da Câmara do Barreiro, afirmou que a CDU iria analisar os atos que resultem da reunião, onde permaneceram apenas metade dos presidentes de câmara, e recorrer às vias judiciais sempre que o considerar.
O Conselho Metropolitano de Lisboa ia esta manhã voltar a tentar eleger o seu presidente, depois do impasse entre os autarcas da CDU e do Partido Socialista verificado semana passada. A CDU considera que deve ocupar a presidência do Conselho por ser a força política com mais câmaras, enquanto os socialistas defendem que António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, deve ocupar o cargo porque o PS foi o partido com maior número de votos na região, sendo as autarquias da CDU menos representativas. A CDU conquistou a presidência de nove das 18 câmaras da Área Metropolitana de Lisboa (AML), o PS seis, o PSD duas e o movimento independente liderado por Paulo Vistas ficou à frente da Câmara de Oeiras. Este impasse coloca-se porque a nova lei que regula o estatuto das Áreas Metropolitanas é omissa quanto ao sistema de votação da liderança do Conselho. Os comunistas defendem que a votação deve ser secreta e uninominal, representando cada câmara um voto, o que mesmo assim só lhes dá o mesmo número de câmaras conquistadas por PS, PSD e o movimento independente juntos. Já os socialistas defendem a votação por voto ponderado, onde cada presidente valeria mais consoante o número de eleitores que constam nos cadernos eleitorais dos respetivos concelhos.



Contradições ou critérios

                                        Critérios religiosos
D. José Policarpo, hoje Cardeal Patriarca de Lisboa emérito, tem exibido um discurso sobre a crise, considerado por uns e à luz dos conceitos católicos, como surpreendente para não dizer contraditório.
Porém e para outros, habituados a acompanhar o percurso ideológico da hierarquia por este mundo nas mais diversas situações de dificuldades e miséria humana, nada de novo é digno de surpresa, pois a posição eclesiástica da esmagadora maioria dos clérigos sempre foi ao lado do poder constituído, exemplos recentes, por cá, de Cerejeira e António Ribeiro e, por lá, de Ratzinger, Wojtila ou Giovanni Montini. 
Vem isto a propósito da participação de D. José na conferência subordinada ao tema «Caridade é a fé em ação», realizada em Setúbal há poucos dias.   
Dissertando, o Cardeal aproveitou para também se referir à situação do País, mostrando uma completa sintonia com a ação e discurso dos atuais governantes, a mando da troika internacional, causando verdadeira angústia, empobrecimento, miséria e até fome para muitos e muitos milhares de portugueses.
D. José chegou mesmo ao cúmulo de considerar que sem a ajuda caridosa da troika não haveria dinheiro para pagamento de salários e pensões, sabendo ele muito bem onde reside o tal dinheiro depositado nas «offshores» todos os meses, na própria Igreja como potentado económico mundial, na corrupção, nas parcerias público privadas, nas swaps, nas assessorias milionárias, na banca, na especulação bolsista, no grande capital monopolista, nos lucros dos grandes grupos financeiros, ou seja, na financeirização da economia. E depois não chega para o Estado Social.
Mas D. José, não sendo ingénuo ou ignorante, vai mais além ao manifestar-se contra os protestos dos trabalhadores e das populações, exigindo trabalho com direitos e justiça social, pois, segundo ele, «o governo não tem condições para satisfazer as reivindicações de sindicatos», restando por isso a caridade que ele propõe como remédio santo para ir amenizando a crise, apesar de também saber que a tal benemérita troika nos emprestou 78 mil milhões de euros a juros agiotas, dos quais 12 mil milhões se destinaram logo à recapitalização dos bancos privados e de não desconhecer ainda que a sua Igreja do Ecumenismo e da Justiça Social, sendo uma instituição onde não falta dinheiro, continua protegida por subsídios, isenções e fundações que o poder laico incompreensivelmente lhe proporciona, além duma Concordata com cláusulas desconhecidas e, por essa razão, indiciadoras dum bom «negócio».
Para as IPSS foi criado pelo governo, via ministro da Segurança Social, um chamado Plano de Emergência, disponibilizando a módica quantia de 630 milhões de euros destinados a parcerias para garantir serviços que deveriam ser da responsabilidade desse mesmo governo.
Uma pergunta deveria ser colocada a D. José: Não seria possível que a Igreja, com a imensa riqueza de que dispõe e o dinheiro que controla, pudesse ajudar diretamente a eliminar a fome no mundo?
O Orçamento de Estado para 2014, constituindo um agravar da vida diária da esmagadora maioria dos portugueses, foi aprovado com os votos da maioria governamental, PSD e CDS, este de inspiração cristã.

Parafraseando Karl Marx, «à primeira vista, a mercadoria parece uma coisa simples, trivial e evidente, porém, analisando-a, vê-se como é complicada, dotada de subtilezas metafísicas e de discussões teológicas» e nós podemos bem acrescentar que, tal como outrora, o problema nos dias de hoje apresenta-se exatamente de igual forma.

sábado, 2 de novembro de 2013

Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Porto, Comício «Mais força ao PCP para uma política e um governo patrióticos e de esquerda»


O povo português será capaz de abrir um caminho novo de esperança que Portugal precisa!

Não ao OE2014

"Há alternativa, mas ela não passa por este Orçamento, por esta política e este governo"


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No inicio do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2014, o Secretário-Geral do PCP afirmou que esta proposta de orçamento, constitui mais um instrumento para o agravamento da exploração, do empobrecimento e das injustiças. Há alternativa sim, mas ela não passa por este Orçamento, por esta política e este governo, passa por uma política patriótica e de esquerda, com um governo capaz de a concretizar, concluiu.

O OE 2014 não serve, nem o povo nem o País

Intervenção de Jerónimo de Sousa na Assembleia de República