quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A Saúde é um direito, não é um negócio

Estamos, infelizmente, habituados a critérios de publicidade falhos de ética e de sensibilidade social que urge denunciar e repudiar, sob pena de nos transformarmos numa qualquer república das bananas.
O nosso País é pródigo em feiras que fazem parte do nosso acervo cultural, constituem também um ato lúdico muito apreciado pela população e têm tomado formas mais recentes de promoção de produtos com origem em determinada região, com vista a atrair forasteiros e animar as economias locais. 
É assim que assistimos às feiras dos queijos, dos fumeiros, do artesanato, dos vinhos, do anho e muitas outras para deleite das nossas tendências gastronómicas, culturais e outras.
Porém somos confrontados agora no nosso Concelho com uma nova modalidade, nunca até então pensada ou vista: a Feira da Saúde, não sabemos se como sugestão para o Ministro da Saúde a acolher no Serviço Nacional de Saúde como panaceia evitando as taxas moderadoras ou se para meramente satisfazer o ego dos promotores desta peregrina iniciativa, a qual, é bom dizê-lo, brada aos céus e não abona nada em seu favor. 
Já nos contentávamos com a miraculosa ideia da construção dum bar no Convento de Ancêde, mas esta enche-nos as medidas. 
   

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Deputados do PCP dirigiram uma pergunta ao Governo PSD/CDS – Passos Coelho/ Paulo Portas através do Ministério das Finanças sobre o futuro da repartição de Finanças de Baião

Para conhecimento dos visitantes deste blogue anexamos o conteúdo de tal pergunta
 
 
 
 

domingo, 30 de setembro de 2012

Algumas fotos da grandiosa manifestação do passado dia 29

A esmagadora maioria da população portuguesa regeita a forma como o atual governo e os anteriores têm regido os destinos do País, pois demonstram falta de sensibilidade e competência para exercerem essa importante e vital função. É pois urgente que abandonem as rédeas do poder, antes que seja demasiado tarde e não haja retorno possível e não basta a mudança de este ou aquele ministro, é preciso uma mudança de políticas e de governo.


sábado, 1 de setembro de 2012

Contra a liquidação do Poder Local Democrático

No passado dia 31 de Agosto, surpreendentemente os habitantes de Ovil foram convidados a pronunciar-se sobre a agregação de Ovil a Campêlo, embora se saiba que este processo de liquidação de freguesias já se encontra em avançado estado.
No entanto e mesmo assim, os ovilenses presentes manifestaram-se unanimemente contra a agregação da sua freguesia por considerarem que os seus legítimos direitos e interesses seriam gravemente afetados.
Também  foram convidados elementos do PCP local os quais, juntamente com a população, também se manifestaram contra esta afronta ao Poder Local Democrático, tendo até apresentado uma moção aprovada por unanimidade.
Em anexo apresentamos o teor da moção, assim como algumas fotos da iniciativa.


     
                                                M O Ç Ã O


Cidadãos da Freguesia de Ovil em Baião, reunidos em Assembleia Extraordinária na sede da respetiva Junta, por convite do Presidente da Assembleia e com a finalidade de analisarem e discutirem o conteúdo da Lei nº. 22/2012 de 30 de Maio, relativa à Reorganização Administrativa Territorial Autárquica, considerando que:

1 – É unânime na Assembleia a rejeição da agregação desta Freguesia com qualquer outra;

2  - O conteúdo da própria lei não obriga ou veicula a agregação;

3 - A lei traduz-se num ataque ao Poder Local Democrático indo contra os direitos e interesses da população ovilense;


Decidem:

1 - Em consciência manifestarem a sua vontade contra qualquer hipótese de agregação;

2 - Enviar esta Moção à Assembleia Municipal para que a mesma transmita aos órgãos institucionais competentes a vontade aqui expressa.


Ovil, 31 de Agosto de 2012



         Os subscritores: 


sexta-feira, 17 de agosto de 2012


                      Entradas de leão e saídas de sendeiro



Assentando arraiais no nosso País, através do acordo celebrado com PS, PSD e CDS, a troika internacional, pela boca dos respetivos técnicos, desde sempre nos tem habituado a tecer rasgados elogios ao governo português pela forma como tem executado fielmente os mandamentos e ainda pelo desplante e falta de respeito pela população como sempre pensou e decidiu ir mais além.  

Aos elogios de fora responde o discurso interno na mesma linha e salientando com falsidade não existir outro caminho nem tão pouco propostas alternativas ao programa em curso que, como todos bem sabemos, nos está a empobrecer, a causar miséria na população e colocar em causa a nossa soberania, pois estas «fanfarronadas» não encontram no dia a dia dos portugueses qualquer semelhança com a realidade, bem pelo contrário, a receita conduz o doente não para a cura, mas para o agravamento da doença e a sua morte prematura.

E senão vejamos: pelos dados disponíveis ao comum dos mortais, mesmo não possuindo diploma conseguido em três penadas, o desemprego aumentou em vez de diminuir e as receitas fiscais diminuíram em vez de subir; a dívida pública aumentou, situando-se nos 190 mil milhões de euros, representando 111,7% do produto interno bruto (PIB) e colocando o nosso País na terceira posição mais elevada de endividamento na União Europeia, logo a seguir à Grécia e à Itália; o défice, ai Jesus deste e dos anteriores governos e à sombra do qual tudo devia ser sacrificado, vai ser excedido em larga escala, com os portugueses a sofrer na pele o resultado; a economia não cresce, mantendo-se em compasso de espera; o saque das parcerias público privadas ao erário público, a manutenção das mordomias aos antigos detentores de cargos públicos e, em muitos casos, a sua «passagem» para o sector privado com ordenados escandalosos, continuam e depois dizem que não há dinheiro para a Saúde, Educação, Transportes, Segurança Social; a Banca não apoia as pequenas e médias empresas, apesar de ser a grande beneficiária dos dinheiros da Europa connosco; todos estes factores e outros, tais como, a estagnação das pescas, agricultura e boa parte da industria, representam a realidade do nosso País nos dias de hoje e, mesmo assim, sendo considerados como a aluno bem comportado da União Europeia, porque carga de água é que não conseguimos chegar com o pé à pegada e pelo menos melhorarmos a nossa prestação? Ou não somos o tal bom aluno e existem alternativas a estas políticas, ou estamos a ser alvo duma colossal mentira externa e interna.

Pode, porém, acontecer que ambas as alternativas sejam verdadeiras, o que parece ser o pensamento mais avisado e, nesse sentido, a única solução é arrepiar caminho urgentemente, pois amanhã pode ser tarde.

Nesse sentido e já que nem com o Presidente da República podemos contar, face ao seu alheamento ou alinhamento com a situação atual e o seu esquecimento da Constituição, somente nos resta mandarmos «lixar» o governo e o seu líder que, preocupado com as eleições mentiu antes delas ao prometer o que sabia não ia cumprir, mente agora sobre a estado da Nação, ao afirmar que estamos no bom caminho, alinhado com a troika internacional, e continuará a mentir até ao fim.

Acabaram as entradas de leão, pois as saídas de sendeiro estão a conduzir-nos por becos sem saída, demonstrativos do total falhanço das medidas de fora a que as de dentro ainda aceleram mais a queda no abismo.   

Manuel Vilas Boas

sexta-feira, 13 de julho de 2012

NÃO AO ENCERRAMENTO DA SEGURANÇA SOCIAL DE BAIÃO


                              Ao Povo de Baião



            Tal como fizemos em 1 de Agosto de 2001 e 30 de Maio de 2002, voltamos a afirmar que somos frontalmente contra o encerramento da Delegação da Segurança Social de Baião, sedeada na Freguesia de Campelo.

Em obediência cega às imposições da «troika» internacional, o governo Passos Coelho/Paulo Portas com a cumplicidade do PS, demonstrando uma total falta de sensibilidade social e moral e até de respeito para com os portugueses, ainda quer ir mais longe com o seu Pacto de Agressão e continua a encerrar serviços públicos essenciais e a efetuar cortes nos direitos e interesses da população nacional.  

Como temos verificado, Baião não foge à regra, apesar dos discursos otimistas de responsabilidade camarária PS e da inoperância duma oposição inexistente PSD.

A Delegação da Segurança Social sedeada em Campelo e inaugurada no início dos anos 80 tem prestado no decorrer dos anos um serviço de qualidade e essencial à população baionense, pelo que o encerramento possível desta instituição pública representa não só uma enorme preocupação para todos, mas um «crime político» que o atual governo cometerá contra o povo de Baião.

Tal como fomos contra os encerramentos das extensões de Saúde de Ribadouro e de Mesquinhata ocorridos em 1990, também em Janeiro de 2001 nos insurgimos contra o encerramento da Loja da EDP em Campelo, assim como em 2010 contra o encerramento da delegação da Segurança Social e privatização dos CTT da Vila de Santa Marinha do Zêzere.

Porque não temos rabos-de-palha e pertencemos a um Partido de princípios, identidade, convicções e palavra, sobra-nos toda a autoridade moral e política para apelarmos ao Povo de Baião para continuar vigilante e lutar, porque o encerramento do Tribunal, da Repartição de Finanças, a extinção de Freguesias e outros serviços públicos essenciais fazem parte integrante da agenda política do atual governo e dos seus apoiantes.

 

PCP/Baião, 10/07/ 2012



PCP- Um Partido de princípios e convicções e ao serviço do Povo de Baião


sábado, 7 de julho de 2012

Não à destruição do Serviço Nacional de Saúde


O SNS recuou para níveis nunca vistos
PCP defende projecto de emergência para a Saúde
Salvar o SNS do colapso

É «verdadeiramente dramática» a situação do direito à saúde e do instrumento que o garante - o Serviço Nacional de Saúde. A gravidade do quadro presente é de tal ordem que o PCP não hesita em lançar um apelo: «É preciso salvar o Serviço Nacional de Saúde».
Faz hoje oito dias foi essa frase que se ouviu da tribuna do hemiciclo pela voz do líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, dando expressão a esse sentimento de preocupação crescente pela linha de continuado ataque ao SNS - agravada por este Governo -, que o fragiliza e faz perder capacidades, ao mesmo tempo que dificulta o acesso das populações aos cuidados de saúde.
«Quando a protecção das pessoas numa questão tão essencial como a saúde deveria ser acrescida porque elas têm menos dinheiro, porque estão mais frágeis e logo mais necessitadas de apoio, é quando o Governo faz recuar o SNS para níveis nunca vistos desde a sua criação», referiu Bernardino Soares, dando nota, em síntese, do momento particularmente difícil que se vive, a justificar, por isso, não apenas o carácter oportuno deste debate promovido pelo PCP como a sua proposta para a criação de um «Programa de Emergência para a Saúde» (ver caixa).
Na base deste programa, que veio a ser chumbado pelos votos contra da maioria PSD/CDS-PP (PS absteve-se, votando favoravelmente ao lado dos deputados comunistas PEV e BE), está o propósito de salvar o SNS e «o direito à saúde do colapso que se vai consumando».

Pagar pela saúde

Foram esses múltiplos mecanismos com que se entretece a teia da política de ataque ao SNS que a bancada comunista denunciou num debate onde as bancadas da maioria (em particular a do PSD) ignoraram por completo as reais dificuldades e os dramas das pessoas, enveredando pela apologia cega das medidas do Governo. Isto misturado ora com uma confrangedora vacuidade na abordagem do tema (caso da deputada Laura Esperança, ainda com a moção de censura do PCP ao Governo por digerir) ora com o recurso ao discurso dúplice, como fez a deputada Carina Oliveira, defendendo medidas junto da população que renega na AR (as extensões de saúde no concelho de Ourém, por exemplo), como tratou de demonstrar Bernardino Soares.
Mas mais revelador ainda da insensibilidade perante a dor e o sofrimento causados por esta política foi a forma como o deputado Couto dos Santos se referiu aos problemas identificados no debate pelo PCP, definindo-os como «questões de pormenor». Reagindo, já no final, Bernardino Soares considerou que tais palavras ilustram bem não só que «a maioria não tem razão» como «está comprometida com a destruição do SNS».
«Quando a maioria diz que a Maternidade Alfredo da Costa é um “pormenor” isso diz tudo da sua atitude quanto ao SNS. Quando diz que em relação aos transportes de doentes não há problema nenhum, quando se sabe que não é um critério clínico que está a determinar o acesso a estes transportes, é evidente que não percebem o que se está a passar no País», criticou duramente o presidente da formação comunista, não deixando de assinalar, por outro lado, no que se refere às despesas anuais das famílias em saúde (questão também aludida por Couto dos Santos), que estas têm vindo a subir e que «subirão ainda mais em 2012 graças à política deste Governo que é pôr as pessoas a pagar pela saúde quando elas não têm dinheiro nem para pagar às vezes a sua alimentação».

Ataque impiedoso
Na sua intervenção inicial o presidente do Grupo Parlamentar do PCP expôs em pormenor as vertentes da política de ataque ao SNS e suas consequências quer para este (sua própria existência e funcionamento) quer para as populações.
Falou, nomeadamente, da política de subfinanciamento crónico e de «garrote financeiro das instituições públicas de saúde» (responsável pelo acumular de dívidas), a par da redução em cerca de 10 por cento do orçamento da saúde, o que, conjugado com a aplicação da lei dos compromissos, está a manietar as instituições no desempenho da sua missão e a levar muitas delas à ruptura, «com falta de materiais, de serviços básicos de apoio, restrição em consultas, tratamentos, medicamentos».
Bernardino Soares chamou ainda a atenção para o facto de esta política – com o objectivo de cortar na despesa - estar a condicionar muito a «prática profissional das diversas profissões da saúde» e, por outro lado, levar ao afastamento de muitos deles, sem falar da «degradação das suas condições de trabalho».
Acusou o actual Governo de insistir numa política de fomento da precariedade, de carência e despedimento de centenas de profissionais de saúde, depois de o SNS ter sido anos a fio espoliado dos meios humanos de que necessita (médicos, enfermeiros, técnicos de saúde, auxiliares, administrativos).
Ainda neste plano, particularmente criticado foi o ataque brutal às carreiras, em particular as médicas, com o líder parlamentar do PCP a sublinhar que estas últimas – conquista destes profissionais após duras lutas, desde o tempo do fascismo – «são sobretudo uma garantia para a população e para a qualidade dos cuidados médicos prestados».
Prejuízos para utentes
A «drástica redução» das capacidade do SNS e da sua resposta às necessidades dos utentes foi igualmente posta em relevo por outros deputados comunistas que intervieram no debate (Agostinho Lopes, João Oliveira e Rita Rato), dando exemplos de encerramentos de unidades, de serviços, de valências, bem como de diminuição de horários, e dos prejuízos daí resultantes para os utentes e as populações.
Essa diminuição de resposta está bem patente, aliás, nos dados do primeiro trimestre de 2012, com as cirurgias programadas a diminuir 2,9% face ao período homólogo, as sessões do hospital de dia a cair 4,8%, registando-se, por outra parte, um aumento nos tempos de espera para exames, consultas e cirurgias, como exemplificou Bernardino Soares.
Dos custos cada vez mais elevados para aceder aos cuidados de saúde falou também o PCP, destacando o aumento das taxas moderadoras – que está a impedir muitas pessoas de irem aos serviços -, enquanto nos medicamentos a baixa de preços de alguns deles «não repõe as diminuições de comparticipação dos últimos anos e sobretudo não compensa as crescentes dificuldades financeiras das pessoas».
Sobre o Governo recaiu também a acusação de prosseguir a política de desestruturação nos cuidados primários de saúde e, noutro plano ainda, de continuar a política de «favorecimento dos interesses privados». Isso salta à vista nas PPP - «só este ano renderão ao Grupo Espírito Santo, ao Grupo Mello e outros 320 milhões de euros», frisou Bernardino Soares -, tal como nos cerca de 600 milhões de euros da ADSE transferidos para os hospitais privados dos mesmos grupos económicos. Mas é também, sublinhou por fim o deputado do PCP, na «angariação objectiva de negócio para privados que é a política de encerramentos» e da qual resulta que «onde se encerra público, abre privado».
Gastos e mais gastos
Num momento em que largas camadas da população estão a passar por extremas dificuldades – desemprego, baixos salários, precariedade, reformas de miséria, perda de prestações sociais, aumento do custo de vida –, mais desumanas e inaceitáveis são as medidas do Governo que impõem «mais custos, menos acesso e mais restrições» no plano da saúde.
E a verdade é que essa transferência de custos para os utentes não tem parado de aumentar e a um ponto tal que a despesa em Portugal é hoje muito superior à média da OCDE. Bernardino Soares lembrou que em média as famílias portuguesas gastam com a saúde 4,2 por cento do seu orçamento anual, isto para lá do financiamento que já fazem através dos seus impostos.
Por si relevado foi também o facto de em Portugal a despesa com saúde – 6,3% do PIB - ser inferior à média dos países da União Europeia, comparação que em termos de despesa pública per capita é ainda mais significativa: «em Portugal é menos de 40% do que a média da União Europeia».
Medidas imprescindíveis
Garantir mais acesso aos cuidados de saúde, dotar o SNS dos meios necessários, melhor a sua gestão, combater a promiscuidade e o benefício dos privados, eis, em síntese, o grande desígnio que perpassa nas propostas de emergência defendidas pelo Grupo Parlamentar do PCP na área da Saúde.
Condensadas no projecto de resolução que a maioria inviabilizou há exactamente uma semana, tais propostas são uma referência fundamental para todos aqueles que se identificam com a defesa do SNS e por elas continuará a batalhar a bancada comunista.
Entre as medidas preconizadas está, desde logo, o reforço da dotação financeira para o SNS, bem como a revogação das taxas moderadoras em geral.
A revisão do regime de comparticipação dos medicamentos (visando a redução do valor médio anual da comparticipação dos doentes nos custos da medicação) é um dos objectivos visados pelo PCP, que, por outro lado, quer ver revogado o novo regulamento de transporte de doentes não urgentes.
A resolução dos problemas existentes nos cuidados primários é outra direcção de trabalho prioritária, na perspectiva do PCP, que sustenta ser igualmente necessário garantir as condições de trabalho, de formação, de vínculos de carreira e remuneração dos profissionais de saúde.
Fundamental, para o PCP, visando uma melhor gestão dos recursos, é ainda a realização de um concurso público para aquisição de medicamentos em ambulatório e, noutro plano, a renegociação ou denúncia das parcerias público-privadas.